“Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zacarias 4.10)
Bem-vindo ao seminário DTR, é uma honra e uma grande alegria receber cada um aqui. Temos certeza de que foi o Senhor quem trouxe você, porque sabemos que ele tem um grande propósito em sua vida.
Nosso desejo mais profundo é que aquilo que você vai aprender aqui, marque sua vida para sempre.
João Nunes Santana
Nosso objetivo é mostrar que começar uma igreja não é difícil, não é pesado e nem é um super trabalho que vai tomar todo o seu tempo.
Antes, esse trabalho vai lhe trazer uma alegria interior profunda, um senso de satisfação e grande bênção para você e sua família.
Precisa somente comparecer, ser fiel, fazer a sua parte e Deus vai fazer a parte dele.
Você nunca estará sozinho andando com o Senhor.
Texto bíblico para leitura: Mt 16. 18
“Pois eu também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”
1. Objetivos específicos
a. Mostrar que o conceito de igreja na palavra de Deus foi distorcido ao longo do tempo.
b. Separar a ideia da igreja como grupo de pessoas da ideia da igreja como estrutura física e organizacional.
c. Mostrar que Jesus sempre se referiu à igreja como conjunto de pessoas e não como estrutura física ou organizacional.
2. Introdução — Por que estamos começando com o conceito de igreja? Porque, ao longo dos anos, pensamos na igreja como sendo um prédio construído e estruturado, com seus departamentos, um amplo estacionamento e um belo auditório. Nesta lição, queremos mostrar que esse nunca foi o conceito dado por Jesus a seus discípulos. Vamos aprender que Jesus nunca focou na estrutura física, mas nas pessoas.
3. O que não é a igreja
a. Não é apenas um templo físico.
b. Não é uma denominação.
c. Não é uma instituição humana.
d. Não é um clube religioso.
e. Embora tudo isso possa haver dentro da igreja.
4. O que é a igreja?
a. Ekklesia (Mt 16.18) — O texto sagrado está na língua grega original, que significa assembleia, convocados para fora ou chamados para fora. Os gregos já usavam esse termo. Ou seja, o termo se refere a pessoas chamadas por Deus para viverem para ele.
b. Não é um edifício (I Cor 1.2) — À igreja de Deus que está em Corinto. Aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus, Senhor nosso e deles. Paulo está se referindo aos irmãos que se reuniriam em Corinto.
c. É o corpo de Cristo (I Cor 12.27) — Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular. Paulo está falando sobre a diversidade de membros no corpo de Cristo.
d. É família de Deus (Ef 2.19) — Assim que já não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos. E da família de Deus.
e. É noiva de Cristo (Ef 5.25) — Como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.
f. Templo Espiritual (I Pe 2.5) — Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual, e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
g. Igreja universal (I Cor 1.2) — Aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus. Senhor nosso e deles. São todos os que creem em Cristo em todos os tempos e em todos os lugares.
h. Igreja local (Atos 2.42) — É onde nos reunimos semanalmente para adorar a Deus, aprender sua palavra, viver em comunhão com os outros irmãos, servirmos uns aos outros e anunciarmos o evangelho.
i. A igreja, como instituição — é a organização visível, estruturada e histórica que reúne pessoas da mesma fé cristã para viver, ensinar e administrar essa fé na sociedade. Há uma diferença entre a igreja corpo espiritual (conjunto de todos os crentes) e a instituição, que possui forma, liderança e normas.
5. Perguntas
a. O que significa a palavra grega Ekklesia?
b. Por que, ao longo do tempo, foi-se pensando na igreja como edifício físico e não como povo?
c. Que implicações existem quando pensamos na igreja como povo?
d. O fato de Jesus não se referir ao prédio como igreja, isso significa que o prédio não é importante?
Texto bíblico para leitura: 2 Reis 4.1-7
“E eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia. E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Trazei-me ainda uma vasilha. Porém, ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.”
1. Objetivo — Queremos mostrar que
a. Há uma semelhança entre as vasilhas e as igrejas.
b. Essas vasilhas (igrejas) surgem devido a uma necessidade.
c. O credor, que vem para levar os filhos para serem escravos, é o diabo.
d. O azeite é o Espírito Santo.
e. Os jovens saindo para emprestar vasilhas é o trabalho missionário.
f. E o azeite (Espírito Santo) para quando paramos de abrir novas igrejas.
2. O que nos ensina o texto?
a. Um homem da escola de profetas de Eliseu veio a falecer e deixou uma família endividada (v.1)
b. A viúva então procura Eliseu para relatar o problema que seus filhos seriam levados como escravos como pagamento da dívida (v.1)
c. E agora a viúva queria saber o que devia fazer. (v.1)
d. Eliseu, então, pergunta o que ela tinha em casa. E depois orientá-la a pedir emprestadas vasilhas dos vizinhos, fechar a porta e derramar o azeite nas vasilhas. (v.3)
e. Ela assim fez, então, quando já não havia mais vasilhas, o azeite parou (v. 6)
3. Aspectos práticos
a. Quanto mais vasilhas, mais azeite. No momento em que parou-se de trazer vasilhas, o azeite parou. O que isso nos mostra?
b. Vejo que o esforço humano coopera com a ação do Espírito Santo.
c. O sobrenatural depende de Deus, mas o humano depende do homem. Até onde iremos nós com o evangelho? Qual é o limite de sua fé? Até onde você quer crescer?
d. Se o filho tivesse trazido 10, 100 ou 1000 vasilhas, teriam sido cheias? Teria Deus poder para encher todas as vasilhas de Israel? Teria Deus poder para encher todas as vasilhas da terra? O que limita, então, o poder de Deus?
e. Se olharmos para as vasilhas como pequenos grupos, ou casas onde acontece um DTR, ou igrejas? Teria Deus azeite suficiente para encher todas elas? Poderíamos ver a presença de Deus em todos esses lugares?
f. Você pode ficar onde está com Deus, ou pode ir além? Pode fazer o que todos fazem ou pode fazer mais do que todos.
g. Quem semeia pouco, pouco também ceifará. E o que semeia em abundância, em abundância também ceifará. (2 Cor 9.6)
4. Perguntas
a. O que teria esse episódio da vida do profeta Eliseu a ver com a plantação de novas igrejas?
b. Será que poderíamos comparar as vasilhas com pequenas igrejas?
c. Por que o azeite tem parado em muitos grupos e organizações?
d. Qual é o segredo para o azeite continuar fluindo?
Texto bíblico para leitura: Mateus 13.31,32
“E contou-lhes outra parábola: “O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo”
1. Objetivo
a. Mostrar que, para que o reino dos céus seja plantado, não precisa de muitas coisas.
b. Basta ter um homem, que esse homem tem uma semente e que plante essa semente no seu campo.
c. Mostrar por que Jesus usou a semente da mostarda para comparar com o reino dos céus.
2. É preciso um homem. Jesus disse: “… Que um homem pegando nele…”
Por que um homem? — (Sl 8.4) — Não é interessante que tudo começa com o homem? O que é o homem mortal para que dele te lembres? Várias coisas podemos aprender com essa palavra: (1) Um homem. E o que é um homem? Não é um anjo, não é um ser divino, mas um ser humano imperfeito, limitado, cheio de falhas e lutas, às vezes enfrentando grandes desafios para andar com Deus. Sim, aquele mesmo homem que tem que carregar a sua cruz todos os dias. As coisas do Deus perfeito são feitas por mãos imperfeitas. (2) Jesus disse: Um homem e não o homem. O uso do artigo indefinido nos diz que pode ser qualquer homem. E não o homem, dando a entender que seria uma pessoa específica. Em nossa experiência, já vimos pessoas que não acreditávamos que iam fazer e fizeram, e outros em quem colocávamos toda a nossa fé, não fizeram.
3. Que esse homem tenha uma semente? — O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda.
a. O grão de mostarda é mencionado cinco vezes na Bíblia. Três vezes comparada ao Reino dos Céus e duas vezes comparada à fé. Mas por que Jesus faz uso desta semente para falar sobre o reino dos céus?
b. É uma semente muito pequena, porém cresce muito rápido, atingindo de 3 a 4 metros de altura em pouco tempo.
c. É uma das sementes mais resistentes. Mesmo sendo enterrada profundamente, ela encontrará uma forma de brotar na superfície.
d. É uma semente que não aceita ser híbrida. Não permite ser misturada com outras sementes.
e. Quando germinada, a planta tem o suficiente para produzir flores e sementes.
f. Essa semente é Jesus Cristo na vida do homem.
4. Que a semente seja plantada num campo: Jesus disse “que um homem pegando nele, semeou no seu campo”
O que vem a ser o campo? — Aquele homem plantou no seu campo. Várias verdades aqui: (1) Ele plantou no seu campo, e não no campo de seu irmão. Isto fala do local ou esfera de influência que cada pessoa tem. (2) Fala da necessidade daquela semente ser plantada. Ele não vê naquele lugar nenhuma árvore que produza aquele tipo de semente. (3) Isso implica em planejamento, visão e trabalho estratégico de se plantar uma semente. Você consegue identificar o seu campo?
5. Perguntas
a. O que é preciso para o reino dos céus ser implantado?
b. Que benefício tem uma semente que não foi plantada? Será que todo o seu potencial é explorado se não for plantado?
c. Será que pessoas poderão comer do fruto desta semente se não for plantado no campo?
d. Você tem plantado a semente do reino dos céus no seu campo?
e. Quantos campos ainda não usufruem do fruto da vida de Deus porque a semente ainda não foi plantada?
Texto bíblico para leitura: Mateus 13.31,32
“Embora seja a menor entre todas as sementes, quando cresce, torna-se uma das maiores plantas e atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos.”
1. Objetivos
a. Mostrar que a semente, a planta e a árvore são três fases da igreja.
b. Explicar o que é a igreja semente.
c. Revelar o que é a igreja planta.
d. Indicar o que é a igreja árvore.
2. A igreja Semente — Ele disse: A menor de todas as sementes. Como é interessante que as coisas de Deus comecem pequenas, simples, sem aparência e muitas vezes desprezadas. Às vezes num lugar simples, às vezes na maior pobreza. Mas é assim que nasce o reino de Deus em um lugar. A semente pode nascer no lugar mais inapropriado que se pode imaginar. Já vimos essa semente nascer numa cozinha, numa sala, numa garagem, num quintal, debaixo de uma árvore, e até num presídio.
E onde está a igreja semente? (Mt 18. 20) — Qual é a menor de todas as igrejas? Foi Jesus quem falou: Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Esta é a igreja semente. A menor de todas. Esta é a origem do nome DTR. E onde está a presença de Jesus, há vida, há poder, há transformação de vidas, há curas, há milagres, a atmosfera é diferente.
3. A igreja planta — Torna-se uma das maiores plantas. Esta pequena semente se torna uma planta. Agora não são apenas três pessoas, já há 5, 10, 15 pessoas ou mais se reunindo regularmente em um lugar. Mas ainda é uma planta que está num pequeno vaso. A vantagem de estar num vaso é que pode mudar sempre para um lugar maior. A pequena planta, a cada dia, vai tomando forma, novas folhas vão surgindo, suas raízes vão precisar de um espaço cada vez maior.
4. A igreja muda é dinâmica, ágil, pode se reunir em qualquer lugar. É nesse momento que muitas vezes é preciso alugar um lugar ou ir em busca de um espaço maior porque mais e mais pessoas estão sendo alcançadas. Todas as atividades de uma igreja estão sendo implantadas, os departamentos, os ministérios, já se começa a estabelecer lideranças e várias e diferentes funções começam a ser consolidadas.
5. A igreja árvore — Jesus disse: E atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos. Qual é a principal função de uma árvore?
Quanto tempo foi preciso para atingir esse momento? Não foi do dia para a noite. É preciso tempo para começar a produzir frutos. Os frutos mostram que a árvore está saudável e se espalham levando o seu DNA.
Da mesma forma que árvores, quando atingem a maturidade, produzem frutos que levam a sua semente para outros locais, assim também a igreja. Quando uma igreja atinge a maturidade? Ou quando uma igreja na fase dois atinge a fase três? Quando gera líderes que possam também se reproduzir.
6. Aspectos práticos
a. Toda igreja grande hoje um dia foi apenas uma semente.
b. Nesse estágio da igreja semente, a igreja pode acontecer literalmente em qualquer lugar e sem quase nenhuma estrutura. Às vezes, numa sala de um pequeno apartamento, às vezes numa garagem, outras vezes debaixo de uma árvore ou numa praça.
c. Mas a semente precisa ser levada por alguém. Quantos de nós já vimos igrejas que nasceram em quintais?
Como disse Paulo em Rm 10. 14,15 como pregarão se não forem enviados? Aqui temos toda uma preparação. Como as sementes das futuras igrejas serão plantadas se não forem incentivados a plantar? Isso fala de ligação, a semente não é independente da árvore que a produziu. Essa semente tem que carregar o mesmo DNA da sua árvore mãe. Isso fala de vínculo, de ligação, suporte e relacionamento e submissão. A semente não pode cortar o vínculo com a árvore que a gerou, senão, perde a identidade. Todos viemos de um só tronco.
Todos cremos no mesmo Deus, recebemos do mesmo Espírito Santo e temos o mesmo Senhor e Salvador Jesus Cristo.
6. Perguntas
a. Explique como funciona a igreja semente.
b. Explique como funciona a igreja planta.
c. Mostre qual é o propósito da Igreja Árvore.
Texto bíblico para leitura: Atos 8.1–4.
1. Objetivos
2. A igreja primitiva (Atos 2.42—47; 4. 32–37; 5.12—16) — Era um o coração e a alma da multidão dos que criam.
a. Chamamos de igreja primitiva a primeira igreja.
b. A igreja dos apóstolos originais. Havia apenas uma única igreja cristã em toda a face da terra. Ali havia milagres, união, comunhão e um grande avivamento acontecendo.
c. Aprendemos que a igreja em Jerusalém tinha mais de 10 mil pessoas. Eles não tinham um templo próprio, mas se reuniam numa área anexa do templo chamado Pórtico de Salomão.
d. Como era grande a comunidade dos crentes, isso começou a incomodar as autoridades religiosas.
3. A perseguição (Atos 8.1; 4.17) — E fez-se naquele dia uma grande perseguição.
a. A igreja primitiva já estava vivendo em um clima de hostilidade. Tiago já havia sido morto, Pedro escapou da prisão por um milagre. Já haviam ocorrido perseguições anteriores, mas não como essa.
b. Essa perseguição veio para acabar com a igreja. Diz o texto sagrado que todos foram dispersos (v.1). Em outras palavras, acabou a igreja. Aquela reunião que eles tinham semanalmente passou a não ser mais permitida.
c. A crença no nome de Jesus passou a ser um crime e a pessoa que ousasse crer e falar do nome de Jesus seria presa e as reuniões, como eles tinham de casa em casa, passaram a ser proibidas pelas autoridades.
d. Que alternativas eles tinham, que não fosse fugir para outras terras para salvar suas vidas?
4. Mas, como fruto dessa perseguição, surgem muitas igrejas (v.4) — Mas os que andavam dispersos, iam por toda parte, anunciando a palavra.
a. Que opções eles tinham?
b. A igreja que eles conheceram não existia mais. As cidades para onde eles fugiram não tinham igrejas e nem os apóstolos estavam mais presentes.
c. O que eles fizeram? Reclamaram que o Deus em que haviam crido não fora poderoso o suficiente para livrá-los da perseguição? Ou eles tiraram proveito daquela situação para falar de Jesus? O que podemos aprender?
d. A igreja toda reunida é uma bênção e a perseguição é uma tragédia. Mas nem toda tragédia é para o mal.
e. Precisamos fazer como eles fizeram, tiraram proveito de uma situação adversa para pregar a Cristo.
Texto bíblico para leitura: Atos 12.24
1. Objetivos
2. Nasce uma igreja em Samaria (v.5) — Filipe, descendo a Samaria, lhes pregava a Cristo.
a. Filipe foi um dos sete diáconos escolhidos para servir às mesas.
b. Ele também perdeu sua casa, seu emprego e teve que deixar tudo às pressas para salvar a própria vida. Mas o que ele fez? Reclamou da sorte? Não.
c. Antes, desceu à Samaria e ali pregava a Cristo, e uma grande multidão se uniu a ele. Resultado: avivamento em Samaria.
d. Se Filipe estivesse em Jerusalém, servindo na igreja como um dos sete diáconos, esse avivamento teria acontecido em Samaria?
3. Uma semente levada para a Etiópia (v. 26) — E o anjo do Senhor disse a Filipe: levanta-te e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém a Gaza, que está deserta.
a. Diz a palavra que Filipe obedeceu e qual foi o resultado? A conversão do eunuco etíope.
b. Se Filipe estivesse em Jerusalém, servindo como diácono, esse eunuco ouviria a palavra e seria salvo?
c. Fontes indicam que esse eunuco levou o evangelho até o seu país, iniciando assim a igreja na Etiópia.
4. Nasce uma igreja em Lida (Atos 9. 32) — E aconteceu que, passando Pedro por toda parte, veio também aos santos que habitavam em Lida.
a. Quem são esses santos que habitavam em Lida? São dos perseguidos e dispersos que chegaram até essa cidade e estabeleceram igrejas.
b. E agora Pedro estava indo fazer uma visita para eles. E foi ali, entre os dispersos que estavam em Lida, que aconteceu a ressurreição de Dorcas.
c. Se não tivesse acontecido a dispersão, haveria uma igreja em Lida? Dorcas teria ressuscitado?
5. Nascem igrejas na Fenícia, em Chipre e em Antioquia (Atos 12.19) — Os dispersos chegaram à Fenícia, a Chipre e Antioquia.
a. O resultado daquela dispersão foi o surgimento de centenas de igrejas em inúmeras cidades e localidades. Por onde os apóstolos iam, sempre havia um grupo de irmãos reunidos.
b. Alguns desses grupos familiares cresceram, como foi o caso da igreja de Antioquia, que depois recebeu a visita de Barnabé e depois de Saulo.
c. Dessa igreja foram enviados missionários para várias partes do mundo.
6. O que podemos aprender?
a. A perseguição é um problema — Mas será que se pode tirar proveito de um problema como eles fizeram? Mesmo nas situações adversas da vida, há novas oportunidades e novas portas que se abrem. Não podemos ver os problemas sempre por um lado negativo. Vamos procurar ver as dificuldades da vida por um lado positivo.
b. A igreja primitiva ficou reduzida a um pequeno grupo — mas as sementes dela se espalharam por toda parte. Em vez de uma igreja, centenas de igrejas. Em vez de uma única pessoa pregando, centenas de pessoas pregando. Em vez de apenas um país ouvindo a palavra, centenas de países ouvindo a palavra.
c. A dispersão nem sempre acontece por causa de uma perseguição — neste momento, está acontecendo também uma dispersão causada pela fome, pela falta de segurança, pela falta de perspectivas de vida melhor, pela falta de emprego, pelo desejo de criar os filhos em um ambiente melhor.
d. Hoje Deus está levando — Será que a mudança de emprego, de endereço, de cidade, de estado e até de país, não está dentro de um propósito de Deus para que sua palavra cresça?
Texto bíblico para leitura: Mt 18.20
“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”
1. Introdução — Nesta lição, queremos responder a seis perguntas sobre a implantação de um DTR.
2. O que?
a. O que é que estou fazendo? Estou plantando uma semente chamada DTR.
b. A semente se chama DTR, por causa das palavras de Jesus em Mt 18.20, quando disse: Dois ou Três Reunidos.
c. A menor de todas as igrejas.
d. Tenho expectativas de que essa semente cresça e se torne uma planta.
e. Mas não vou me desconectar da minha igreja mãe.
f. Lembre-se — que esse DTR é uma extensão da igreja local. Você não está só nesse processo, estamos todos juntos com você.
g. O DTR não é um trabalho independente da igreja mãe.
3. Onde?
a. O local da reunião do DTR pode ser num quintal, numa sala, garagem, num centro social.
b. O espaço deve ser limpo e arrumado, onde pessoas possam ser bem recebidas.
c. Neste momento, não vamos alugar nenhum lugar.
d. Algumas cadeiras podem ser liberadas para o DTR.
e. Prepare bem o local de sua reunião. Organize as cadeiras, prepare um pequeno púlpito, veja o som, examine os louvores que serão cantados.
f. Algumas pessoas gostam de igrejas grandes, mas há pessoas que preferem as igrejas pequenas, onde gostam de interagir com os líderes.
4. Como?
a. Neste período de implantação, teremos um material específico, algo simples e fácil de ser ministrado. Pode não ser a mensagem de domingo.
b. É imprescindível que o missionário do DTR participe da reunião de quinta-feira, onde é vista e meditada a mensagem da igreja no domingo.
c. É importante que o seu DTR tenha um banner com o nome do local.
d. O culto não precisa ser longo, uma hora ou um pouco mais.
e. Leve cópias dos louvores e distribua entre os convidados.
f. A mensagem deve ter um aspecto diferente, seja informal, se aproxime das pessoas e deixe as pessoas participarem, lendo a Bíblia.
g. Evite gritos, palavras longas e carregadas de muitos textos bíblicos.
h. Mantenha a comunicação visual, olhe nos olhos das pessoas, fale com amor e mostre interesse pelas pessoas.
i. Antes do final do culto, leia a palavra da oferta que deve ser colocada em um malote e depois enviada para a secretaria da igreja.
j. E, no final do culto, abençoe as pessoas que vieram, fale da sua agenda semanal e convide para o próximo culto.
5. Quando?
a. O missionário do DTR deve conversar com o seu supervisor e acertar o melhor horário de funcionamento.
b. É importante que a reunião aconteça num horário que não conflite com o horário do culto, para que o missionário possa estar presente no culto da igreja.
c. O primeiro dia é sempre o mais importante e o mais difícil. Por isso, prepare o dia do seu primeiro culto com antecedência e oração, foque nas pessoas que pretende convidar e faça uma pequena agenda de como será o culto,
d. Material ilustrativo pode ser usado.
6. Para quem?
a. Não espere que as pessoas simplesmente venham à sua reunião. Por isso, é importante ter uma agenda de visitas semanais; convites e contatos devem ser feitos.
b. Para quem é esse DTR? Para seus amigos, familiares, vizinhos e pessoas que Deus vai colocar diante de você.
c. Organize um dia para sair pelas ruas falando e distribuindo o grão de mostarda.
d. Sempre agradeça a presença das pessoas, ofereça pequenos mimos e prepare um café ou chá para depois do culto, criando assim um ambiente de acolhimento.
7. Por que?
a. Seria difícil? Pesado? Complicado cumprir essa missão?
b. Será que preciso ter habilidades especiais para cumprir o ide de Jesus?
c. Será que Deus pode usar uma pessoa simples e humilde como eu para ser uma benção?
d. Porque quero ir além do simples frequentar e contribuir com minha igreja, eu quero ser uma fonte de bênção para alguém.
e. Será que preciso ter um curso teológico para plantar uma semente como essa?
Era dia 16 de abril de 1988, um sábado, quando um pequeno grupo de quatro pessoas se reuniu em uma laje de um prédio em construção.
Sem instrumentos musicais, sem microfone, sem púlpitos e sem uma organização formal de igreja. Eles se reuniram em forma de círculo, cantaram dois louvores e leram um pequeno texto bíblico, e depois foi perguntado o que cada um entendia do texto lido. Depois fizeram uma oração de mãos dadas e assim terminou a primeira reunião.
O local também era bem humilde. Havia uma escada de madeira de uns vinte degraus que dava acesso ao salão em construção. Sem portas, janelas, sem piso na cerâmica e havia também uma grande viga invertida que sobressaía no piso.
Tinha tudo para não dar certo.
Das quatro pessoas presentes, dois eram visitantes sem nenhum compromisso de que iam voltar outra vez, como de fato, um deles nunca mais voltou, uma criança de dois anos e o casal que estava começando a igreja.
Não tinha como ser mais simples e humilde do que isso. Não tinham nada, apenas Jesus Cristo no coração e a palavra de Deus em suas mãos.
Naquele tempo já havia as grandes igrejas, grandes estruturas e pastores famosos. Mesmo sem nada para oferecer, aquele pobre casal com sua criança ia visitando semanalmente os vizinhos, orando por eles e convidando-os a chegar para ouvir a palavra de Deus.
O foco deles não era a grandeza, mas sim alcançar mais e mais pessoas com a palavra de Deus.
Essa é, em poucas palavras, a história de um milagre, a história da IDPB Manaus Moderna, há exatos 38 anos.
Hoje, olhando para trás, sabemos que não foram eles, não havia força, habilidade e nem capacidade e a chance de não dar certo era de 99%. Mas uma pessoa invisível esteve e tem estado com eles em todo tempo.
Somos testemunhas vivas do que ele fez ao longo desses 38 anos. Se essa igreja chegou a onde chegou e é o que é hoje, é porque uma pessoa nos ajudou.
E o nome dessa pessoa é Jesus Cristo.
Que ele desperte o seu espírito.
A ele, e somente para ele, seja toda a glória para sempre.
Hoje, nossos objetivos?
Como uma flor que espalha seus pólens ao soprar do vento.
Hoje, a missão mais importante e o objetivo máximo desta igreja é plantar sementes deste milagre em todos os lugares em que uma porta se abrir e através de todas as pessoas que o Senhor levantar para nos ajudar.
Qual é a possibilidade de um pequeno DTR um dia se tornar uma grande igreja?
Queremos mostrar que isso é possível.
Queremos mostrar que não é difícil, não é pesado e nem é um super trabalho que vai tomar todo o seu tempo.
Queremos mostrar que, se você tiver determinação, perseverança e responsabilidade, Deus vai fazer a parte dele e milagres vão acontecer.
Temos visto e podemos testificar que vimos inúmeras vezes pequenas sementes se tornarem plantas e depois grandes igrejas. E isso vai acontecer com você se ousar crer e agir.
João Nunes Santana
Texto bíblico para leitura: Ageu 1.2
“Assim diz o Senhor dos exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada”
1. Objetivos
a. Meditar na frase “Ainda não veio o tempo”.
b. Entender o que está por trás deste pensamento.
c. Analisar como isso prejudica a obra de Deus.
d. Indica que muitos grupos, DTR’s, núcleos e igrejas poderiam existir hoje, beneficiando milhares de pessoas, se não existisse esse pensamento.
e. Estudar as consequências deste pensamento.
2. Ainda não veio o tempo (v.2) — O tempo em que a casa de Deus deve ser edificada.
a. O que significa essa palavra?
b. Deus revela que esse é um pensamento formado e construído na mente do povo. “Esse povo diz”, disse o Senhor:
— Eles não estão dizendo não. Mas apenas que não é a hora e que não chegou o momento.
— Que as condições não são oportunas ou não são boas.
— Que portas precisam se abrir primeiro.
— Que neste momento eles têm outra prioridade, ou outra coisa é mais importante.
3. O que estava por trás desta palavra? (v.4) — Mas é tempo para vós habitardes em vossas casas forradas?
a. Um milagre tinha acontecido.
b. Depois de muitos anos em terras estranhas, o Senhor os havia trazido de volta à sua terra natal.
c. Qual foi a primeira coisa que eles fizeram? Correram para arrumar cada um o seu pedaço, o seu quadrado, o seu lugarzinho.
d. E a casa de Deus não era o mais importante.
4. Enquanto essa casa fica deserta? (v.4) — O que é a casa de Deus deserta?
a. Casa deserta é aquele grupo que poderia existir e não existe.
b. É aquele DTR que poderia ser feito, mas não é feito.
c. É ver pessoas sendo destruídas pelo pecado e eu não fazer nada para impedir.
d. Casa abandonada é aquele trabalho que poderia ser feito, mas não é feito.
e. Casa deserta é quantas pessoas poderiam ouvir o evangelho e não ouvem.
f. Casa desprezada é aquele espaço de Deus que poderia ser ocupado, mas ninguém ocupa.
g. Casa deserta é dizer: Não posso me comprometer agora, não posso liderar um grupo agora, não posso ensinar agora, não ser missionário agora, não posso dirigir um núcleo agora, tenho outras coisas em mente.
5. Aplicação prática
a. Como é fácil esquecer aquele que te ajudou.
b. Como é fácil virar as costas para quem te deu a mão quando você mais precisava.
c. Uma coisa é o homem na cama à beira da morte, outra coisa é quando ele tem saúde e nem agradece pela oração.
d. Uma coisa é o desempregado pedindo oração por uma porta de emprego, outra coisa é quando está empregado e ganhando bem. A pessoa muda rapidinho.
6. A consequência (v.6) — Qual é o resultado de uma vida em que Deus está em segundo plano? Ou em que Deus não é prioridade? Ou em que o Senhor não é o mais importante?
a. Semeias muito e colhe pouco.
b. Comem muito, mas não se fartam.
c. Bebem, mas não se saciam.
d. Vestem-se, mas não se aquecem.
e. Recebem salário, mas cai no saco furado.
7. O que Deus está falando agora? (Ageu 1.8) — “Subi ao monte, e trazei a madeira, edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor”.
a. Deus está chamando-os de novo.
b. É a renovação do chamado, da vocação.
c. Arregace a manga da camisa.
d. Vamos cumprir a missão que Deus nos deu.
e. Não quero ver mais casa deserta.
f. Chega de conversa, vamos ao trabalho.
Durante todo o período de treinamento, havia sempre dois pensamentos em seus corações: Será que vamos fazer ou não? Até que, em um dado momento, o Senhor falou em seus corações: “Ide e dai frutos". Nesse momento, tiveram a certeza de que deviam fazer a obra de Deus.
Tão logo foram desafiados, no dia 21 de maio, um domingo, eles não perderam tempo, saíram às ruas com panfletos do grão de mostarda, convidaram algumas pessoas amigas e algumas crianças para uma reunião.
Sem aparelhagem de som, sem cadeiras, sem púlpito e sem um lugar adequado, isso não era importante naquele momento, eles começaram assim mesmo, improvisando a reunião em sua própria sala.
Podemos imaginar a tensão em seus corações nesse primeiro culto. Já era quase 9 horas da manhã e não havia chegado ninguém, então começaram a orar para o Senhor tocar nos corações dos vizinhos. Mas toda essa tensão se transformou em alegria ao ver as pessoas chegando para ouvir a palavra de Deus.
Alguém já disse que o primeiro passo sempre é o mais difícil. Quantos pensamentos e vozes falaram em seus corações dizendo que não ia dar certo? Mas eles perseveraram pela fé e não deixaram que vozes negativas tirassem o seu entusiasmo pela obra de Deus.
Finalmente chegaram algumas crianças e adolescentes, então dividiram as atividades do culto: um ia orar e fazer a abertura, outro ia dar a palavra, e outro finalizava com oferta e bênçãos. E assim começamos o nosso DTR.
Os dias iam se passando, as crianças iam trazendo seus pais até que a sala já não cabia mais, então, o Senhor tocou no coração de uma senhora que cedeu sua garagem para realizarmos os cultos e as reuniões semanais.
Foi no Congresso de Jovens da IDPB que o Senhor falou ao coração da irmã Lunna, filha do casal, dizendo: “Filha, inicia o trabalho com os jovens.” Foi quando tiveram o primeiro New Life no lugar maior com cerca de 20 jovens.
Nesse lugar maior tivemos o nosso Culto da Amizade, o Café com Mulheres, o nosso culto da virada, e onde muitos dos nossos vizinhos ouviram a palavra de Deus.
E assim o Senhor foi nos abençoando até que no dia 21 de janeiro de 2024, já não éramos mais um DTR, mas um NÚCLEO, para a honra e glória do nome do Senhor Jesus Cristo.
Não podemos dizer que foi fácil, mas o Senhor nos ajudou e tem nos ajudado a cada passo do caminho. Hoje estamos no nosso lugar alugado, onde realizamos o curso Amplia, estudo de louvor, Culto kids, Culto New Life e culto de celebração ao Senhor. E, durante a semana, continuamos com os nossos pequenos grupos. Temos uma frequência de 30 pessoas nos cultos de final de semana.
Queremos dar toda honra ao Senhor Jesus por usar tremendamente o irmão Ananias, sua esposa Lissiane e sua filha Lunna. Hoje eles são missionários do Núcleo da Cidade de Deus 2.