Permitem a todo cristão usar seus dons;
São mais facilmente formadas e mantidas;
São um agradável meio de envolvimento e comunhão para as pessoas;
Atraem a maior parte das pessoas que repelem as igrejas;
Trazem a presença de Deus para qualquer lugar;
Podem acontecer em qualquer lugar;
Especializam-se em qualquer problema humano;
Permitem que mais líderes se desenvolvam;
Custam quase nada para serem formados;
Ajudam cada novo crente a se tornar ministro;
Reproduzem-se com facilidade;
Encorajam a oração mútua e de modo mais pessoal;
Seguem de modo mais fiel o modelo de igreja dos apóstolos;
Atendem às necessidades mais imediatas de todos;
Mantém os líderes informados das necessidades dos membros;
O horário e o local de encontro atendem a todos;
São ambientes terapêuticos para pessoas feridas;
Provêm mais oportunidades para expressar verdadeiro amor
Oferecem à descrente realidade cristã, ao invés de sermões;
Estimulam compromissos com a igreja
Treinam missionários num método transferível para outros locais;
Aliviam o pastor da massacrante tarefa de suprir todo o rebanho.
Membrana.
Citoplasma.
Núcleo.
A pele que cobre o seu corpo e órgãos internos são feitas por células. A biologia ensina que a célula é a menor unidade viva de um organismo. Uma única gota de sangue contém milhares de células. Da mesma forma que o corpo humano é formado por células, o Corpo de Cristo também é formado por células que nós chamamos de Pequenos Grupos.
A membrana é responsável pela entrada de alimento, proteção e saída de escórias; o citoplasma cuida da respiração; o núcleo é responsável pelo controle da nutrição e reprodução. É também no núcleo que está o DNA ou o código genético passado de pais para filhos.
1. Reuniões abertas
Um grupo se reúne uma vez por semana na casa de alguém. Chamamos de reunião aberta porque tem um propósito altamente evangelístico: trazer convidados e procurar alcançar pessoas amigas com a mensagem do amor de Deus. Também busca-se solidificar, assistir e pastorear membros da igreja que participam do grupo.
2. Material Básico
Todos os grupos têm que estudar o mesmo material da semana: “a mensagem do domingo”. Cada membro terá o Cartão de Felipe e fará o pacto de orar pelo cartão.
3. Obrigações Básicas
Um grupo não funciona independente da igreja. São acompanhados semanalmente através de relatórios e visitas feitas pelos supervisores. Cada grupo tem obrigações básicas, como:
Assistir seus componentes;
Dar relatórios;
Tirada oferta nos pequenos grupos.
4. Elementos Básicos
⌂ – Líder = 🏠
△ – Anfitrião = 🏘️
○ – Visitantes = 🧑🦳
□ – Futuros líderes = 👥
I – Crentes comprometidos = 👫
5. Atividades Básicas
Um grupo é uma célula do Corpo de Cristo, portanto, deve ser cheio da vida de Deus e onde existe a vida de Deus não há lugar para prática ou mesmice. Logo, no grupo existe atenção com os não crentes, o cuidado dos crentes, fortalecimento dos pequenos na fé e treinamento dos futuros líderes. Tudo isso pode ser resumido numa palavra: pastoreamento.
6. Propósito: Multiplicação
Um grupo não existe sem propósito ou só por existir. Antes existe para dar frutos e se multiplicar. Por não existir aleatoriamente e nem indeterminadamente, é que o grupo tem uma trajetória específica de seis meses. Se em seis meses não der frutos, será estudada sua continuidade pela supervisão e coordenação. Todos no grupo e na igreja devem saber desde o começo a data da multiplicação e o líder jamais deve tirar esse propósito da mente.
Um pequeno grupo não é algo autônomo e independente. Ele funciona em conexão com a igreja. Assim como milhares de células formam um tecido, os pequenos grupos fazem parte de um mesmo corpo. Eles prestam relatórios, os líderes participam dos encontros com a liderança da igreja, todos atuam dentro da mesma visão e utilizam o material fornecido para os grupos.
7. Como uma família
Essa deve ser uma das principais características do pequeno grupo. Ele deve ser como uma família. Todos se conhecem, todos se amam, todos estão juntos e todos estão crescendo na fé mútua e assim todos cuidam de todos.
Exemplos de situações em que você pode ajudar:
(1) inundação;
(2) mudança de uma casa para outra;
(3) rodízio no hospital em caso de internação;
(4) mutirão para construir casa ou qualquer outro motivo;
(5) ajudar uma irmã num período de resguardo ou parto;
(6) ajudar o irmão com um pequeno rancho;
(7) ajudar o irmão na compra de algum medicamento, etc. Se o seu grupo não é suficiente para ajudar no problema, comunique ao supervisor;
(8) animá-los a casarem-se;
(9) ajudar com chá de bebê, aniversário, etc.
8. Expandir o ministério para os de dentro e os de fora
Onde uma pessoa crente recebe cuidado? Em um grupo de 200 ou em um pequeno grupo de 5 pessoas? É exatamente por isso que os grupos são fundamentais para o crescimento do crente. Num grupo, ele recebe atenção, ajuda pessoal, ajuda a cuidar dos outros, desenvolve seus dons espirituais, ora, canta, testifica, ensina, aprende e dá frutos.
Um pequeno grupo não pode ser fechado em si mesmo. Se o amor de Deus é tudo para nós, então, haverá sempre um lugar para mais um. Para isso, o uso do cartão é fundamental. Cada membro tem no cartão 08 pessoas, pelas quais ora e procura fazer contato, construindo um relacionamento e amizade com pessoas de fora. O objetivo é trazê-las para o seu pequeno grupo.
A Bíblia registra pelo menos 10 ocasiões em que Cristo ministrou em lares:
Trouxe de volta mortos à vida - Mateus 9:23-25; Marcos 5:37-42; Lucas 8:51-55;
Prega e ensina - Lucas 5:17-24; 7:36-43; 10:38-41; 14:1-24;
Instrui os discípulos - Mateus 13:36-52; 17:25-27; Marcos 7:17-23; 9:28-29; 9:33-50; 10:10-12;
Cura enfermos - Mateus 8:14-15; Marcos 1:29-34; 2:1-12; Lucas 4:38-41; 5:18-25; 14:1-4;
Come e tem comunhão - Mateus 9:10-13 e 26:18-30; Marcos 14:3-9; Lucas 5:29-30; 7:36; 14:1-15; 19:5-9; 22; João 12:1-3;
Canta - Mateus 26:18-19, 30; Marcos 14:14, 26;
Perdoa pecados - Marcos 2:1-5; Lucas 7:36-48;
Expulsa demônios - Marcos 7:24-30;
Abençoa crianças - Marcos 9:33-37; 10:13-16;
Envia os discípulos - Marcos 2:11; 5:19; Lucas 8:39.
Em Mateus 14, vemos pelo menos três exemplos de como Jesus treinava seus discípulos em pequenos grupos:
Eles observavam como Ele era movido de compaixão e curava os doentes (14.14); O pequeno grupo de 12 também servia a multidão como uma "Equipe de Controle do Povo" e os ajudava a gerenciar a multidão que o cercava. Às vezes eram zelosos em extremo).
Quando Jesus alimentou os 5.000 homens com cinco pães e dois peixes, seu pequeno grupo de 12 discípulos participou dos milagres, servindo no seu sistema de distribuição.
Quando Pedro andou sobre as águas para o encontro com Jesus, os outros discípulos observavam no barco (Mt. 14.22-33). Quando Jesus resgatou Pedro que afundava, os outros continuaram a observar e a aprender acerca da fé.
Quando Jesus enviou seus 12 discípulos e depois os 72, Ele os enviou a lares - Mateus 10.11; Lucas 9.4; 10.5-7.
Os discípulos deveriam:
a) Ter autoridade sobre demônios - Mateus 10.1, 8 Marcos 6.7; Lucas 9.1
b) Curar - Mateus 10.1, 8 Lucas 9.1; 10.9;
c) Pregar o evangelho - Mateus 10.7;
d) Ressuscitar os mortos - Mateus 10.8;
e) Abençoar as casas hospitaleiras com a paz - Mateus 10.13; Lucas 10.5;
Quais foram os resultados?
a) Muitos ouviram o evangelho - Marcos 6.12; Lucas 9.6
b) Muitos foram curados e ressuscitados - Marcos 6.13; Lucas 9.6; 8.54.
c) Muitos demônios expulsos - Marcos 6.13; Lucas 10.17.
Os crentes da igreja primitiva se reuniam em lares - Atos 2:42-46; 5:41-42; 20.20.
Segundo os textos acima, os crentes se reuniam em casas para receber o ensino, ter comunhão, comer juntos e orar uns com os outros.
A vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes aconteceu quando eles estavam reunidos numa casa em oração (Atos 2.2).
Ananias foi a uma casa para curar Saulo da cegueira e afirmar que ele estava cheio do Espírito Santo (Atos 9.11-18).
a) Pedro foi a uma casa onde ressuscitou Tábita da morte (At 9.37-40).
b) Pedro recebeu uma visão de Deus no terraço de uma casa, que o incentivou a acolher os gentios (At 10.9-23).
c) Foi também em uma casa que os gentios foram cheios do Espírito Santo (At 10.25-48).
A palavra igreja é usada no Novo Testamento para se referir a grupos de crentes que se reuniam em casas, conforme os textos abaixo:
a) Priscila e Áquila - Romanos 16.3-5; I Coríntios 16.19.
b) Ninfa - Colossenses 4.15.
c) Filemon - Filemon 1-2.
Quando os membros das igrejas se multiplicavam, eram os grupos nos lares que se multiplicavam (Atos 16.5).
Quando Saulo começou a perseguir a igreja para destruir, seu alvo era os grupos nos lares.
a) O povo vem para ser julgado por Moisés sozinho (v.13, 14);
b) O povo fica em pé o dia todo (v.13);
c) Não era bom esse método (v.17);
d) O trabalho é pesado demais (v.18);
Em milhões de pessoas, quantas você acha que Moisés podia atender? Será que Moisés conhecia todas as dificuldades? Será que Moisés conhecia todas as pessoas? Será que ele sabia o nome de todas elas? Será que todas conseguiam falar com ele?
Não é surpresa que havia insatisfação no meio do povo e também não nos surpreende o fato de Moisés pedir para ter o seu nome riscado do Livro da Vida. Nenhuma pessoa aguenta sozinha o trabalho do ministério.
a) Novos líderes iam surgir para ajudar Moisés na administração.
b) O povo seria assistido em suas necessidades espirituais.
c) A assistência ao povo seria dinâmica e não cansativa.
d) Moisés ia ter mais tempo para Deus, para oração, para a palavra e para sua família.
e) O fardo do ministério seria levado por vários outros e não por uma única pessoa.
f) Acima de tudo, seria eficiente e todos sairiam ganhando.
Triângulo baseado num vértice (Sistema de Moisés): Ele faz tudo sozinho e o fardo está em seus ombros. O povo é carregado pelo líder e não tem responsabilidade além de vir à igreja e contribuir financeiramente, acabando por ficar inútil na estrutura.
O triângulo cuja base é um lado (Sistema de Jetro): A base é o povo. As responsabilidades e cuidados são compartilhados (“povo cuidando do povo”). Moisés fica no vértice superior para cuidar dos problemas mais graves e encontra tempo para orar e ouvir a voz de Deus.
1. Doutrina (v. 42): Os crentes perseveravam na doutrina dos apóstolos, não se afastando do ensinamento bíblico. A mensagem de domingo é estudada, discutida e aplicada nos pequenos grupos.
2. Na comunhão (v. 42): Comunhão é o vínculo entre irmãos, a “cola” da igreja. O grupo deve ser um lugar acolhedor que permita a entrada de novas pessoas e a multiplicação. A melhor definição é “amizade com compromisso”.
3. No partir do pão (v. 42): Refere-se à alimentação nas reuniões nas casas. O lanche não deve ser um fardo para o anfitrião; todos devem participar cooperando.
4. Nas orações (v. 42): É a oração que gera um ambiente de vida e liberdade no grupo. Entendemos que a oração é um ingrediente vital para um grupo.
5. Em cada alma havia temor (v. 43): O pequeno grupo não é uma reunião de lazer ou de brincadeira, embora isso possa acontecer. Seu objetivo é que as pessoas conheçam o Senhor Jesus, sejam curadas, salvas e passem a andar nos caminhos do Senhor. Temor significa respeitar, honrar e reverenciar o nome do Senhor Jesus Cristo.
6. Prodígios e sinais eram feitos (v. 43): Não é só na igreja que Deus age, Ele pode e vai fazer milagres na reunião de um pequeno grupo dentro de uma casa. Isso acontecia na igreja primitiva. Quantas vidas podem ser transformadas, quantas pessoas podem ser salvas, quantos problemas podem ser resolvidos, dentro de um pequeno grupo?
7. Todos os que criam estavam juntos (v. 44): Não havia pessoas fora de um pequeno grupo ou que não se reunissem numa casa semanalmente, para ouvir a doutrina, para ter comunhão, para partir o pão e para as orações. Que maravilha! Era uma igreja baseada nos lares. Nosso alvo é ter todas as pessoas da igreja se reunindo em grupos.
8. Tinham tudo em comum (v. 44): Não tinham barreiras raciais, econômicas, tradicionais. Um só era o Senhor de todos e por todos. A vida do grupo fluía de um para os outros, sem obstáculos ou barreiras, porque tudo era de todos e todos se preocupavam e valorizavam todos. Cada pessoa era aceita como era, isso é ter tudo em comum.
9. Vendiam suas propriedades (v. 45): e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Isso fala do cuidado social e ajuda mútua que deve haver dentro de um pequeno grupo. As pessoas devem procurar resolver suas dificuldades dentro do próprio grupo. Há grupos que se mobilizam para construir casa, ajudar família carente, para ajudar financeiramente o irmão que não tem como comprar o remédio, que não tem um passe de ônibus, fazem aniversário uns dos outros (simples), etc.
10. No templo… (v. 46): Diariamente, perseveravam unânimes no templo. É errado uma pessoa pensar que, indo para a reunião do grupo, não precisa mais assistir ao culto na igreja. Na igreja primitiva havia duas reuniões básicas: a do grupo e a do templo. É importante que os membros do grupo descubram que a adoração coletiva faz parte do seu crescimento espiritual.
11. Com alegria e singeleza (v. 46): Como eram as reuniões nas casas? O texto responde que eram alegres, felizes, animadas, festivas e a palavra singeleza fala de simplicidade e pureza. Era um ambiente perfeito para a ação do Espírito Santo. Note que essa alegria não era algo externo, carnal, mas um gozo produzido pela presença de Deus no meio do grupo.
12. Louvando a Deus (v. 47): O louvor e a adoração são importantes dentro do grupo. Separe um momento para a adoração, prepare uma lista de hinos e repasse para cada pessoa. Aprenda a tocar ou solicite a alguém do seu grupo para dirigir o louvor e a adoração. Hoje, você pode usar o celular para tocar e cantar junto. Tenha um momento na presença de Deus.
13. Simpatia de todos (v. 47): Contando com a simpatia de todos. Quem vinha para as reuniões, saía gostando do clima de amizade, respeito, cuidado e adoração do grupo. Todos falavam bem, assim deve ser o seu grupo.
14. Acrescentava-lhes o Senhor (v. 47): Dia a dia, os que iam sendo salvos. O propósito do grupo é se multiplicar. O grupo que não cresce e não se multiplica, definha. Isso deve estar no coração do líder, como alvo maior, levar o seu grupo a se multiplicar. Como isso vai acontecer? Se você preparar desde o princípio o seu vice-líder.
1. Bom líder de grupo. Um bom líder de grupo vai se reproduzir em outro bom líder de grupo. O contrário disso também é verdade. A vida do líder vai determinar como será o pequeno grupo. Numa família, a tendência é os filhos serem idênticos aos pais. Num grupo, também a tendência é dos membros copiarem seus líderes. Um líder avivado terá um grupo avivado, um líder carnal terá um grupo carnal, um líder preguiçoso terá um grupo igual, e um líder dedicado terá um grupo igualmente dedicado. Como será o seu grupo?
2. Bom anfitrião. Anfitrião é a pessoa que tem o grupo em sua casa. Se o anfitrião é uma pessoa que sabe receber bem os visitantes, que participa das reuniões, que tem sua família no grupo, que dá um bom testemunho para a vizinhança, que não deixa que seus filhos pequenos perturbem a reunião, então, esse grupo terá uma grande possibilidade de crescer.
3. Bons futuros líderes. Futuro líder é aquela pessoa que está sendo treinada para liderar o grupo depois da multiplicação. Deve ser uma pessoa que está acima de um crente comprometido, sendo responsável, presente, sempre atenta para as necessidades do grupo e sempre pronta a substituir seu líder. Muitos grupos têm problemas na hora de multiplicar, porque não têm pessoas treinadas, e um grupo pode ter mais de uma pessoa sendo …
4. Bons crentes comprometidos. Crentes comprometidos são pessoas que já aceitaram a Jesus e estão fazendo o discipulado. Devem ser fiéis, sempre presentes no grupo e na igreja. Há crentes que sufocam os visitantes, são imaturos para discipular novos crentes e não têm controle do seu próprio temperamento. Isso prejudica o grupo, causando desânimo nos visitantes, por isso os crentes comprometidos não devem agir assim.
5. Bom uso do D.F.D (VE / CARTA / G8S). Nenhum grupo cresce sem o devido uso do discipulado. O discipulado é feito pelo grupo. Cada pessoa no grupo é discipuladora de alguém que está chegando no grupo ou na igreja. O discipulador recebe o material de seu líder e se encontra uma vez por semana na residência da pessoa que vai ser discipulada. Ao mesmo tempo que está sendo visitada, a pessoa nova participa da reunião do grupo, vem para a igreja e recebe a atenção especial do seu discipulador. Com isso, cada pessoa no grupo está, na verdade, abrindo novas portas para a multiplicação de seu grupo e cuidando para que aquela pessoa realmente aceite Jesus.
6. Bom local de reunião. O local onde o grupo se reúne é muito importante. Deve ser limpo, arrumado, bem iluminado, com mesa e cadeiras em volta, de preferência, com lâmpadas fluorescentes e não lâmpadas incandescentes. Que seja um local de fácil acesso. Não pode ser num quarto de casal, num depósito ou no pior lugar da casa, mas num lugar onde as pessoas possam se reunir.
7. Bom ambiente espiritual. Ambiente espiritual é o oxigênio da reunião. Um lugar em que esteja cheio da unção de Deus. Um ambiente cheio da presença de Deus, cheio de louvor, santidade, reverência e comunhão. Não pode ter quadros indecentes, pessoas bebendo e ouvindo músicas profanas, crianças correndo pelo meio, televisão ligada ou telefone tocando, pois tudo isso tira a atenção da Palavra e prejudica o ambiente espiritual.
8. Boa ministração da Palavra. Queremos que, em cada reunião, seja ensinado o assunto da semana nos pequenos grupos, e que todos os membros do grupo tenham o material em mãos. Agora, nada disso funciona sem a unção, oração, meditação e intercessão. O líder do grupo deve buscar a orientação do Espírito ao ministrar no grupo.
9. Boa administração na hora da multiplicação. Não queremos que um grupo se multiplique de qualquer jeito. Primeiro, o futuro líder tem que ter feito o treinamento. Segundo, na hora de multiplicar, os dois grupos devem ficar fortes o suficiente para não retardar o crescimento. A multiplicação é o estágio final do ciclo de vida do pequeno grupo. Os membros que vão e os que ficam devem ser bem definidos pelo supervisor de área com o líder.
10. Bom treinamento. Uma pessoa que quer ser um líder de grupo deve ser bem treinada. A qualidade do grupo depende do nível de maturidade do seu líder. Um líder que não estudou o material, que não veio para as aulas, que não se submeteu ao seu supervisor de grupo, que falta às reuniões do grupo, mesmo que seja consagrado, nunca será um líder bem-sucedido. Quanto mais treinamento e preparo, melhor.
11. Boa supervisão. A supervisão é o gerenciamento e a administração do grupo. Um líder de grupo precisa ser pastoreado, assistido e alimentado. Um líder de grupo faz parte de um outro “grupo”, o grupo da sua supervisão. Uma boa supervisão é fundamental no crescimento deste grupo. O supervisor deve visitar aquele grupo, participando e levando uma palavra, sempre passando a visão e encorajando o líder a continuar no seu trabalho.
O ministério pastoral é algo da exclusiva vontade de Deus. Foi Deus quem os nomeou e os estabeleceu. É Ele quem chama os pastores e Ele chama quem Ele quer. Qual é o principal trabalho do pastor? Paulo diz que Deus os chamou tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério (v.12), em outras palavras, o pastor é como um treinador, alguém que prepara, equipa, ensina, instrui os santos (os crentes) e esses, por sua vez, farão a obra do ministério.
Deus chama ➡️ Pastor prepara ➡️ Santos fazem 🟰 OBRA DO MINISTÉRIO
1. Geração eleita (v.9). Em cada século, Deus escolhe um povo que chama pelo seu nome e que anuncia as suas maravilhas (Sl 22.30). O fato interessante aqui é a palavra “eleita”, que significa escolhida. Foi Deus quem escolheu o povo que hoje faz parte da sua igreja.
2. Sacerdócio real (v.9). Cada crente é um sacerdote. Cada crente é um escolhido, um ministro, o qual foi chamado para servir como sacerdote do Senhor. Aonde desempenhar esse sacerdócio? Ele serve como ministro na reunião corporativa (toda a igreja reunida para louvar e adorar o Senhor), nas reuniões pequenas de seu grupo, célula e em sua própria família. Era assim que funcionava a igreja primitiva conforme Atos 5.42.
3. Nação santa (v.9). O povo de Deus é uma nação santa e a palavra “santa” significa “separado do pecado” para Deus, ou seja, a igreja de Jesus é um povo limpo, sem mácula ou rugas, que não tem envolvimento com o mundo, com o pecado e nem com o diabo. Esta separação não significa isolamento social e nem geográfico, mas espiritual. Mais uma vez afirmamos, buscar santidade é uma tarefa de todo crente em Jesus e não somente de pastores.
4. Povo adquirido (v.9). Povo comprado, remido, resgatado. Na verdade, para que você fosse salvo, Jesus Cristo, o Filho de Deus, teve que pagar um preço alto de sangue. Isaías 53 descreve o sofrimento de Jesus, dizendo que o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas suas pisaduras fomos sarados. O inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Sendo o homem vendido ao pecado, Deus não teve outra alternativa senão mandar seu único Filho (Jo 3.16). Que valor você dá ao sacrifício daquele que morreu na cruz para lhe dar uma vida eterna?
5. Para que anuncieis as grandezas Daquele que vos chamou... (v.9). Amado irmão, veja que você tem uma posição importante no Reino dos céus, veja também o investimento que Deus fez por sua vida, ao mandar seu Filho morrer por você. Agora, o que Deus espera de você? Que você se isole dentro da igreja? Que perca todos os seus amigos e parentes não crentes? Que não faça visita às pessoas? Ele quer que você anuncie as grandezas daquele que vos chamou…
Duas coisas importantes podemos aprender neste texto: (1) O que é anunciar as grandezas D’Aquele que vos chamou…? É testemunhar, declarar, é conversar a respeito, é convidar pessoas que não conhecem e, em volta de uma mesa, num pequeno grupo, testificar do poder de Jesus. (2) Isso não é tarefa só para alguns, mas para todos dentro da igreja. Deus não chamou você para ficar sem fazer nada, por isso é que cremos que Deus chamou todas as pessoas na igreja com o propósito de fazer delas testemunhas de seu amor e poder.
As pessoas devem ser bem recebidas e precisam se sentir bem. É muito importante que o líder se dirija a cada pessoa citando o nome, dando um tempo para apresentações, perguntando às pessoas como elas têm passado e agradecendo a todos pela presença no grupo. É muito importante que todos estejam sentados em círculo em volta de uma mesa, que a iluminação seja boa e os aparelhos de som, telefone e TV estejam desligados.
O quebra-gelo é uma pergunta em que todos têm a oportunidade de responder. Essa pergunta é cuidadosamente preparada com o propósito de a pessoa se descontrair e quebrar a tensão da reunião. Um exemplo pode ser: Onde você morava quando tinha 12 anos de idade? As pessoas começam a falar e o ambiente fica aberto para a Palavra de Deus.
O líder pode começar ou solicitar a alguém do grupo que dirija uma oração pedindo as bênçãos de Deus sobre os presentes. Essa oração deve ser simples, sem pressa, sem religiosidade e sem grito para não vir a constranger as pessoas convidadas. O propósito é criar um ambiente livre de tensão e cheio do Espírito Santo. Normalmente, ficam de pé e oram de mãos dadas.
É muito importante que se cante dois ou até três cânticos. O bom seria que houvesse cópias de corinhos no grupo e os visitantes acompanhassem os cânticos. Esse é o momento da adoração a Deus. Não deve ser vazio e desprovido de unção. Deus se agrada quando o seu povo O louva. Na verdade, Ele habita no meio dos louvores (Salmo 22.3).
Também chamado de tempo de compartilhamento. O líder deve dar oportunidade para o membro do grupo que deseja contar uma bênção especial que recebeu durante a semana. Pode ser que o membro esteja querendo pedir oração ou mesmo falar de alguma luta ou agradecer pelas orações e bênçãos recebidas. É importante que ninguém seja pressionado a falar. Em caso de confissões, que não se fale dos pecados dos outros, mas o da própria pessoa. Evite discussões doutrinárias e críticas às denominações religiosas.
Todos os líderes recebem o material a ser ensinado nos grupos. Esse estudo, porém, não pode ser longo, de 20 a 30 minutos no máximo. O método é o de que cada pessoa deve participar lendo a Bíblia e os tópicos da mensagem. De modo nenhum, uma única pessoa deve monopolizar as respostas, ou só uma pessoa falar o tempo todo. Quando há visitantes não crentes, deve-se dar prioridade para eles participarem. Neste momento, é importante que os crentes ajudem em espírito de oração e abrindo a Bíblia para os visitantes. Quase sempre os estudos são simples, têm caráter evangelístico e são extremamente simples de serem ensinados.
No término do estudo, deve-se fazer uma oração especial pelos nomes do Cartão de Felipe. Nesta ocasião, todos colocam os seus cartões na mesa e impõem as mãos em oração por cada nome escrito em cada cartão.
Havendo a direção do Espírito Santo, faça um apelo às pessoas que desejam aceitar e entregar suas vidas a Cristo. Isto seguido de oração. Ore pelos enfermos e dê passos pela fé em nome do Senhor.
As ofertas são tiradas para: auxiliar os irmãos que vão aos encontros; em necessidades dos irmãos no pequeno grupo; para financiar encontros com liderança; no pagamento de ônibus que levam os irmãos aos encontros sociais e afins.
É sempre bom que, no término de uma reunião, algo seja servido. Não precisa ser algo caro e especial. Os próprios membros devem revezar o lanche para não ficar pesado para o anfitrião. Ninguém deve sair logo, mas deve ser encorajado a participar dessa festa de amor cristão e convidados a voltarem para a próxima reunião. Enquanto lancham, o líder pode fazer alguma dinâmica para fortalecer o relacionamento entre os membros.
A primeira reunião de um líder é com Deus. Aqui está a fonte de sua força, inspiração e crescimento. Sem essa reunião, o líder fica vazio, perde a inspiração e cai no desânimo. Não adianta. “Sem mim, nada podeis fazer”, disse Jesus (Jo 15). O trabalho de um líder é um trabalho espiritual, não pode ser feito de qualquer jeito, é preciso andar cheio do Espírito Santo e estar pleno da unção.
A reunião do grupo é o momento especial em que os irmãos se reúnem, trazem seus visitantes e estudam juntos a Palavra de Deus. Agora, essa reunião é sagrada. Não existe lugar para os líderes que, por qualquer motivo, cancelam, adiam ou simplesmente não vão para sua reunião. Esse é o momento em que o líder desenvolve o seu ministério sacerdotal e serve de exemplo ao seu grupo.
A reunião do grupo, por ser aberta e ter visitantes não crentes, não é o bastante para fazer um grupo se multiplicar, nem moldar caráter. É necessário que o líder tenha um encontro semanal com algumas pessoas de seu grupo com o propósito de ter uma conversa reservada, o que nós chamamos de discipulado. É nessa reunião que o líder vai treinar, equipar e programar a multiplicação do seu grupo. Agora, quando vai ser essa reunião, uma vez que as pessoas são muito ocupadas?
Pode ser em qualquer lugar e hora acertada com as pessoas envolvidas. Pode ser no mesmo dia e local do grupo, um pouco mais cedo ou depois da sua reunião. a) O líder precisa fazer com que os crentes comprometidos com o grupo sejam responsáveis pelo DFD (VE/ CARTA/ G8S) para com cada visitante.
Também chamado de culto de celebração. É o culto de domingo à tarde. Esse é o momento de você apresentar ao Senhor a sua adoração. Nada pode ocupar esse horário na vida de um líder, supervisor ou coordenador.
Toda quarta-feira, o líder e seu grupo têm um encontro marcado com o Seminário Aberto. Aqui você vai receber alimento mais sólido para o crescimento em Cristo. O fato de você ser um líder, supervisor e coordenador não significa que não precisa mais aprender, agora é que você precisa saber mais a vontade de Deus e conhecer melhor a Sua Palavra.
Um pequeno grupo não funciona independente e nem isolado da igreja. Por isso, o líder deve dar relatórios da sua reunião. Somos uma família, por isso precisamos estar juntos. Como, onde, para quem dar o relatório? Através da Internet, EBD, etc. (Veja a melhor maneira com o seu supervisor ou coordenador).
Essa reunião não pode ser confundida com as demais. Trata-se da hora em que você senta com o seu cônjuge e filhos e lêem a Palavra. Cada líder tem que fazer essa reunião com sua família. Caso o líder seja solteiro e familiares não aceitem sua fé, o devocional diário substitui essa reunião.