Copyright © 2019 By: João Nunes Santana
Todos os direitos reservados por: João Nunes Santana
Supervisão Editorial: Hermínia Santana
Revisão: Hermínia Santana
Diagramação: Ronildo Ribeiro
Capa: Kleyce Bessa
Produção: Altemar Amorim Matos e João Daniel
Impressão e Acabamento - IDPB MANAUS MODERNA
2ª Edição - 2019
Tiragem - 2026
Dados Internacionais de Catalogação na Fonte (CIP)
DIREITOS RESERVADOS - É proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio, sem a autorização prévia e por escrito do autor. A violação dos direitos autorais (Lei 9610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal.
Santana, João Nunes, 2019
CAMINHO DA FÉ / João Nunes Santana, 2019
ISBN 85-99444-02-6
1. Fé Cristã. 2. Vida espiritual I. Título
CDD:234.2 / CDU: 230.112
Amados, é com grande alegria que apresento este livro como uma ferramenta para edificar, fortalecer e consolidar os novos na fé, colocando-o à disposição de pastores, missionários, líderes e irmãos.
Este manual integra uma série cujo propósito é nos ensinar a viver no Reino.
Desejamos que cada página lida seja um degrau no amadurecimento cristão, proporcionando não apenas conhecimento teórico, mas uma experiência profunda com a Palavra de Deus. Nosso coração arde pelo propósito de ver cada novo convertido firmemente alicerçado na Rocha, capacitado para caminhar com segurança e refletir o amor de Cristo em todas as áreas de sua vida.
João Nunes Santana
IDPB Manaus Moderna
O nosso objetivo neste estudo é mostrar que é impossível viver a vida com Cristo sem aprender a perdoar. O nosso relacionamento com Deus nasceu de um ato de perdão, quando aceitamos a Jesus. Veremos vários detalhes que enriquecerão a sua compreensão bíblica a respeito deste assunto e esperamos ajudá-lo a colocar em prática esse princípio maravilhoso do evangelho de Jesus Cristo.
"Perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outro, assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.”
Colossenses 3.13; Efésios 4.32; Lucas 17.4; Marcos 11.25
Significa liberar, abrir mão e não levar mais em conta uma ofensa, agressão, pecado ou mágoa que se tenha contra alguém.
Perdoar, como é colocado na Bíblia em várias outras passagens, não é uma opção, uma escolha ou uma moda, mas uma ordem divina. Uma pessoa que desobedece a uma ordem entra em transgressão e terá dificuldades para andar com Deus.
Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós…
A base deste argumento bíblico é que ninguém pode pecar contra você mais do que já pecou contra Deus; nenhuma pessoa pode ter uma dívida com você maior do que aquela que você tem com Deus. Ele tomou a iniciativa de liberar perdão porque viu que era impossível para você pagar a sua dívida. Deus, então, mandou o seu Filho, que pagou a sua dívida na cruz, para que o perdão lhe fosse oferecido gratuitamente. Por isso, Ele exige a mesma atitude de você para com seus irmãos e irmãs que eventualmente venham a ter uma dívida com você.
Perdoar não é esquecer, mesmo porque exigir tal coisa seria exigir que fosse apagado da mente algo que é um fato acontecido. Quando liberamos o perdão, a lembrança da agressão não nos traz sofrimento e nem desejo de vingança. Podemos nos comunicar com a pessoa sem sentir barreiras, temos liberdade de orar pelo seu bem estar e desejar sinceramente o seu progresso espiritual.
“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.” Lucas 23.34
1. Quem fez essa oração?
Jesus, o Filho de Deus. Divino, Santo, Eterno, Todo-Poderoso. Homem que só fez o que era bom. Pelo seu poder, curou milhares de pessoas, deu vista aos cegos, deu voz aos mudos, saúde aos leprosos, liberdade aos acorrentados e vida aos mortos.
2. Em que situação Ele estava?
Na cruz, prestes a morrer, mas o seu espírito não estava amargurado, ferido, decepcionado e nem crítico. Ele estava em paz, não fazia como muitos que, no final da sua carreira, ficam tristes e decepcionados, dizendo que ajudaram a muitos, mas que não são lembrados. Aqui temos o maior de todos os pregadores morrendo e orando pelos seus inimigos.
3. Qual é o conteúdo desta oração?
Ele não está pedindo que Deus derrame o cálice de sua ira sobre aqueles homens pecadores que o crucificaram. Antes, fez uma oração de liberação de perdão. Ele não estava ressentido com a recepção que a humanidade lhe deu. O fato é que ninguém sofreu maior injustiça do que Jesus, que foi rejeitado pelos que eram seus. Ele tinha todo o direito de ficar ressentido, mas não ficou; antes, orou, pedindo a liberação de perdão a todos aqueles que o crucificaram. Não existe exemplo maior do que este.
Conta-se que existe uma ligação invisível entre o ofendido e o ofensor; isso foi mostrado em um desenho em que aparecia um homem preso por uma corrente no braço e a mesma corrente prendendo um outro homem no pescoço. O homem com a corrente no braço é o ofendido e o homem com a corrente no pescoço é o ofensor. A única maneira de quebrar a força desta corrente é através do perdão. Com o perdão, o ofendido vai e tira a corrente do pescoço de seu ofensor, libertando-se ambos ao mesmo tempo. Só o perdão pode trazer a liberdade e, sem o perdão, esses dois homens, embora inimigos, continuariam presos por toda a eternidade.
1. Qual a principal lição que você aprendeu neste estudo?
2. Que mudanças na sua forma de agir e pensar este estudo está lhe exigindo?
3. Quando é que você vai começar a fazer algumas mudanças?
4. Há alguém que, quando você vê, deseja que não estivesse lá?
5. Perdoar é uma opção ou uma ordem?
O que fazer quando você descobre que ofendeu seu irmão ou que fez algo prejudicial à obra e ao testemunho da igreja? Uma vez descoberto, você terá que tomar uma decisão: ou você oculta e continua praticando, conformando-se com a situação, ou reconhece diante de Deus e daqueles a quem ofendeu. É necessário confessar o pecado e se esforçar para restabelecer as relações quebradas e o testemunho maculado. Qual seria a sua decisão?
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.” Tiago 5.16
1. Pecado - Toda injustiça é pecado e o pecado tem sempre duas direções: contra o irmão e contra Deus. Sabemos também que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando (1 João 5.17, 18). Embora sejamos salvos, não somos perfeitos e temos que estar alertas, pois tropeçamos em muitas coisas. Deus já providenciou o remédio para eliminar os efeitos do pecado.
2. Confessar - “É reconhecer que errou, procurar ajuda espiritual, falar dos pecados que você cometeu”. E o que é mais importante, sem apontar o dedo para ninguém e nem se justificar. Confessar é o mesmo que expressar o nosso desejo de reconciliação e de voltar a ter paz com Deus e com o irmão ofendido.
3. Nos textos anteriores, temos dois importantes conceitos:
a. Confissão de pecado;
b. Oração pela cura - Tiago 5.16.
Pecados escondidos são fontes de várias enfermidades, tanto espirituais como físicas (Salmos 32).
1. Creram em Jesus Cristo - “Muitos dos que creram, vieram confessando e denunciando publicamente as suas obras. Também muitos dos que tinham praticado artes mágicas, renunciando os seus livros, queimaram-nos diante de todos.”
Note que os verbos expressam a atitude deste povo diante da verdade que haviam acabado de ouvir.
2. Confessaram e denunciaram publicamente as suas obras - Eles estavam abrindo o coração e o faziam sem reserva, falando publicamente seus pecados. Eram crimes, estupros, roubos, adultérios, feitiçarias, infidelidade, avareza, rebelião e toda sorte de iniquidades.
3. Renunciaram aos seus livros - Renunciar é rejeitar, recusar, abandonar a posse voluntariamente, desistir da forma de vida anterior. Na verdade, eles estavam declarando publicamente que não queriam mais os benefícios da magia, feitiçaria e dos encantamentos ensinados naqueles livros.
4. Os livros foram queimados diante de todos - Existe a necessidade de se desfazer das coisas ligadas ao pecado. A atitude correta não é jogar nas águas de um rio ou vender para outra pessoa, nem guardá-los em uma gaveta, mas sim queimá-los. “Coisas ligadas ao pecado” é tudo aquilo que lhe chama a atenção e lhe traz o desejo pela forma de vida do pecado.
1. Se você ofendeu um irmão e, como resultado, o relacionamento entre os dois foi quebrado por causa do ressentimento (Mateus 5.23,24), o ofensor deve confessar unicamente a esse irmão e resolver a questão (Mt 18.15).
2. Caso o problema não se resolva através do diálogo com o irmão ofendido, então o caso deve ser levado aos líderes da igreja (Mateus 18.16,17).
3. Se foi cometido algum tipo de pecado que prejudicou a paz, a unidade ou o testemunho público da igreja, deve ser confessado diante da igreja (Efésios 4.3; 1 Timóteo 5.19, 20; Mateus 18.17).
4. Caso você tenha alguma dúvida, procure seu líder. Ele lhe dará orientações sobre como proceder e poderá até intermediar a questão com o irmão ofendido.
5. Não há necessidade e nem é aconselhável que os pecados sejam confessados com riquezas de detalhes. Davi, no Salmo 51, não inclui os detalhes de seu adultério, nem da perfídia com Urias. Isso deve ser evitado para não levar um irmão ao desânimo ou à tentação de praticar o mesmo pecado.
6. Lendo Mateus 18.15-18, vemos que havia um grupo de pessoas restritas que sabia do problema. Não saia comentando com todos os seus pecados do passado, nem do presente. Não procure qualquer pessoa, mas seu líder, ele lhe dirá como proceder.
7. Como a igreja tem várias reuniões, não se aconselha que pecados sejam confessados no culto principal, mas em uma reunião específica onde só as partes envolvidas e irmãos maduros estejam presentes ou conforme a orientação pastoral.
1. O que é confessar?
2. Que situação é necessária à confissão?
3. Que coisas você não deve fazer ao confessar?
4. Quais cuidados são necessários?
A igreja de Corinto é o mais completo exemplo de espírito insubmisso no seio do Cristianismo. A igreja era governada por partidos. O "partido de Paulo" se achava mais apto do que os outros para explicar a sã doutrina, opinião que não era aceita pelo "partido de Apolo" e nem pelo "partido de Cefas", muito menos pelo "partido de Cristo"; porque cada um deles se achava melhor do que o outro (I Coríntios 1.10-13).
Não acontece o mesmo hoje, de certa forma? Quantas vezes alguém faz uma coisa, não porque tenha convicção de que é bom e proveitoso para todos, mas para provar e mostrar que é bom, que só ele sabe fazer, que só ele tem o talento e a capacidade de fazer as coisas?
"Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. Sujeitai-vos a toda autoridade humana, por causa do Senhor, quer ao rei, como soberano..." Efésios 5.21; I Pedro 2.13-14
Sujeitar-se, que é o mesmo que submeter-se, significa que cada um de nós deve se considerar submisso à autoridade, cooperando facilmente com as instruções, desejos e pedidos que ela fizer.
Paulo diz que todos devem estar sujeitos às autoridades superiores (Romanos 13.1). Como o apóstolo diz, cada pessoa precisa da cobertura espiritual de um líder. Ninguém pode ficar sem prestar contas, dar relatórios e esclarecimentos de seus atos.
Um exemplo claro para você saber se uma pessoa é submissa é perguntar: Quem é o seu discipulador? Quem é o seu pastor? Para quem presta contas? Onde entrega seus dízimos? Jesus teve um pastor a quem prestou relatório, e mesmo depois de glorificado, continua tendo um cabeça, que é Deus (I Co 11.3).
Algumas pessoas pensam que submissão resulta quase sempre em obediência, porém existe entre as duas coisas uma distinção sutil e importante. A obediência pode ser exigida e forçada. Ela pode ser oferecida de modo relutante, de má vontade, com tristeza e com raiva. A desobediência pode ser punida e corrigida. A submissão é oferecida livre e espontaneamente por uma pessoa, como escreveu Derek Prince: "Submissão é uma atitude interior de espírito e não uma mera obediência exterior" (New Wine Magazine, Flórida, Fev/79).
É possível obedecer sem ser submisso, como fez o irmão mais velho na Parábola do Filho Pródigo em Lucas 15.25-30. Pode ser também submisso e recusar a obediência, como é o caso de Pedro e os demais apóstolos em Atos 4.19,20; 5.28,29. Só se prova verdadeiramente a submissão quando ela nos obriga a fazer algo que de outra forma não faríamos.
1. A submissão para com os irmãos é um indício de que o crente é cheio do Espírito Santo. Pelo grau em que alguém se submete aos demais membros do Corpo, pode-se ter indício da medida em que ele é cheio do Espírito Santo (Efésios 5.18,21).
2. Devemos ser submissos no "temor de Cristo", nos submeter aos irmãos com a mesma sinceridade de coração que nos submetemos a Cristo. Também significa que nenhum irmão deve aproveitar indevidamente a vontade que o outro tem de se submeter a ele (Efésios 6.5,6; I Pedro 5.1,5).
3. A submissão a qualquer pessoa, inclusive a um irmão em Cristo, sempre deve ser governada pela nossa submissão a Deus e à sua Palavra. Em uma situação onde a submissão ao irmão implique em desobediência à Palavra, teremos que recusar a submissão neste ponto, mas devemos fazê-lo com tristeza porque gostaríamos de vê-lo se submetendo à vontade de Deus.
Quando todos os crentes se submeterem aos demais irmãos, quer seja nos casos ligados à vida da igreja, quer nos particulares, o problema de contendas, brigas, discussões e descontentamento se resolve automaticamente. Quando todos têm o mesmo propósito, são unidos em espírito e cheios de amor. É assim que Deus deseja ver a sua igreja.
1. Por que a igreja de Corinto é exemplo de insubmissão?
2. O que é submeter-se?
3. Qual é a diferença entre submissão e desobediência?
4. O que podemos aprender com o texto de Efésios 5.21?
5. Qual a importância ou valor deste mandamento para a igreja?
Há vários critérios para medir a grandeza de uma pessoa: extensão do poder que exerce sobre os seus semelhantes, posição social, cargo, riquezas, posses, bens, realização de uma façanha muito difícil, etc. De modo geral, ser grande significa poder controlar muitas pessoas.
"Mas entre vós, disse Jesus, não será assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse mesmo o que vos sirva e quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos." Marcos 10.43, 44
A igreja de Deus não pode e não deve conformar-se com os padrões estabelecidos pelo mundo. O nosso padrão foi estabelecido por Jesus, que veio a este mundo não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Marcos 10.45).
"Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, porém, a liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor." Gálatas 5.13; I Pedro 4.10
Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8.36). Liberdade do poder do diabo, do poder escravizador do pecado e da sedução do mundo. Sabemos que o homem vive pecando porque não tem escolha, pois é escravo do seu próprio pecado. Quando esse pecador aceita a Cristo, essas correntes são quebradas.
1. O que significa servir? - É viver ou trabalhar pelo bem do outro. O servo era uma pessoa que abria mão de seus interesses pessoais e gastava tempo se colocando à disposição de trabalhar pela causa do outro. O servo tinha suas preocupações e negócios, mas ele deixava seus interesses para depois e se dedicava a servir ao próximo. O melhor exemplo disto é Jesus, que deixou os seus negócios no céu e veio servir à humanidade (Marcos 10.45).
2. O fundo histórico - A igreja cristã na Galácia estava deixando os princípios do evangelho e aceitando as leis dos judaizantes. Os judaizantes pregavam a circuncisão, o sábado, a abstinência de alimentos e vários outros costumes não aceitos pelo evangelho. Isso acontece hoje. Há pessoas que aceitaram a Cristo, mas, depois de salvas, começam a colocar regras e leis que não têm fundamento bíblico. Atentam para o exterior, se esquecendo de que Deus olha para o coração.
1. O carcereiro de Filipos (Atos 16.33). Um dos primeiros atos do carcereiro de Filipos, após sua conversão, foi cuidar e lavar as marcas dos açoites nas costas dos apóstolos que estavam presos por causa do evangelho. Após ser salvo, ele começou a servir a seus pais na fé.
2. Paulo, o apóstolo (Atos 20.34). Paulo coloca sua habilidade profissional a serviço dos amigos e colegas de equipe, em horas de necessidade financeira. Que ótimo exemplo! Muitos pensam que, depois de assumir a liderança, não podem mais varrer, limpar ou fazer trabalhos mais simples pelos seus irmãos, isso não é verdade, devemos seguir o exemplo de Paulo.
3. Onesíforo - "Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas. Antes, tendo ele chegado a Roma, procurou-me solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso" (II Timóteo 1.16-18).
Os Onesíforos de hoje são raros. Muitos crentes não prestam nenhum serviço para a obra sem antes receber pagamento. Outros não têm nenhum escrúpulo de cobrar mais caro para a igreja. Mas o que estaria por trás desta atitude de Onesíforo? Era o sentimento de gratidão, ele era grato ao apóstolo por ter lhe falado de Jesus, por ter sido liberto do poder das trevas, mediante a pregação de Paulo.
1. Tornar-se servo em relação aos irmãos é uma atitude voluntária, não é uma imposição daqueles a quem servimos, mas uma maneira de expressarmos gratidão e amor.
2. Este é um mandamento recíproco, é mútuo o dever de servir. Os líderes, embora recebam autoridade espiritual, são escolhidos principalmente para servirem de modo especial ao Corpo de Cristo. É intolerável que se considerem senhores dentro da igreja!
3. A atitude de servo é consequência do amor de Cristo em nossos corações.
1. Como o mundo mede a grandeza de uma pessoa?
2. Como a igreja mede a grandeza de uma pessoa?
3. Você é uma pessoa grata?
4. Descubra e liste algumas maneiras de servir aos irmãos nos textos de Gálatas 6.2, 6.6, I Pedro 4.9, Tiago 2.15,16?
Uma das maneiras mais rápidas e eficientes de crentes prejudicarem o amor mútuo e a unidade da igreja é começar a julgar uns aos outros. Uma vez que um irmão chega à convicção de que sua opinião e a sua maneira de fazer as coisas são sempre as melhores, está pronto a se tornar autocrático, impondo os seus padrões particulares e se arvorando como juiz, especialmente em relação àquelas práticas sobre as quais a Bíblia não apresenta nenhum mandamento direto. Quantas igrejas têm sofrido com divisões, inimizades, intrigas entre os membros? Como resultado, têm ministérios desvirtuados por causa de brigas a respeito de coisas irrelevantes.
"Portanto, não nos julguemos mais uns aos outros. Antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão." Romanos 14.13; Mateus 7.1-5
1. Não existe nada de errado em julgar, porque julgar significa apreciar, avaliar, formar juízo crítico, considerar, reputar e conjecturar. É distinguir entre o certo e o errado. Quando o irmão erra, precisamos dizer: você está errado. Quando alguém fez algo certo, é preciso que se diga que ele nada fez de errado. Na igreja, é preciso que um irmão, pela Palavra de Deus, diga o que está certo e o que está errado, e isso é o papel do juiz ou de quem julga.
2. A que tipo de julgamento Jesus e Paulo se referem nestes textos? É o julgamento baseado na aparência, no interesse próprio, no tirar vantagem da situação, na projeção do próprio “EU” em detrimento do irmão. É aquele que busca destruir a reputação do irmão. Que visa a glorificação de ideais ou ideias individuais. A justiça é distorcida para beneficiar o amigo, o mais poderoso ou o parente. Jesus sempre foi contra o julgamento do favorecimento, “das cartas marcadas” em detrimento da verdadeira justiça. Ele foi vítima de um juiz que só levava em conta os seus próprios interesses. Entretanto, o maior perigo não está nos tribunais, mas sim dentro da igreja, onde julgamos rápido e apressadamente sem ter todas as informações e acabamos penalizando pessoas inocentes.
1. Não aceites acusação contra um presbítero ou pastor, se não com duas ou três testemunhas (I Timóteo 5.19). Não é raro aparecerem pessoas falando contra líderes da igreja. Ocorre que quase sempre são acusações baseadas no “Eu acho”, "Eu tenho a impressão" ou "Parece que". Quando se exige duas ou três testemunhas da pessoa que está acusando, a acusação não subsiste, porque foi baseada na opinião e não em um fato.
2. Coisas secundárias (Romanos 14.1-9). Há certos aspectos de doutrina e de padrões de conduta que as Escrituras não especificam e deixam a critério da consciência individual do crente. É o caso de comer ou não carne, e guardar ou não certos dias. O que a Bíblia ordena é que cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente, e proíbe que julguemos o irmão por essas coisas (Romanos 14. 1-9).
3. A Bíblia deixa à consciência individual certos aspectos da doutrina - Portanto, nesses assuntos, um irmão não pode exigir determinado comportamento de outro, que o próximo pense e aja em relação a estas coisas de forma idêntica à sua. Antes, deve acolher e recebê-lo como membro da igreja (Romanos 14.1-4).
4. É ao Senhor que cada um de nós terá que prestar contas - Portanto, não só devemos evitar julgar os irmãos, como também devemos suportá-los e acolhê-los com toda a generosidade (Romanos 14:10-12).
1. “Não há entre vós um que possa julgar entre os irmãos?" (I Coríntios 6.5). Sem parcialidade e sem favoritismo, na igreja devem haver pessoas que saibam discernir entre o certo e o errado, entre a luz e as trevas. Paulo fala que haveremos de julgar os próprios anjos (v. 3) e o mundo (v. 2). Esse julgamento se faz necessário por causa da necessidade de disciplina.
2. "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mateus 7.1). Jesus está se referindo ao julgamento dos fariseus, que era cheio de hipocrisia, que procurava sempre tirar vantagem e o direito de quem era devido. Todo julgamento feito para encobrir a verdade, baseado na mentira e para condenar pessoas inocentes, é abominável diante de Deus.
1. Que tipo de julgamento é proibido na bíblia?
2. Que tipo de julgamento é permitido na bíblia?
3. O que são coisas secundárias?
Situações difíceis e irritantes podem trazer à tona o melhor que há dentro de um crente em Jesus, e também podem revelar o que há de pior nele. Um crente pode suportar com paciência tais circunstâncias, confiando em Deus, sabendo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam, ou pode resmungar, murmurar e indagar por que a sorte lhe caiu de maneira pouco agradável. Quando isso acontece, temos a tendência de descontar nos outros o nosso descontrole emocional, a nossa impaciência e irritação. Quantas vezes você age assim no ônibus? Quantas vezes no retiro? E no trânsito? Nós nos queixamos, brigamos e demonstramos o nosso desgosto. Tiago, vendo esse procedimento, disse: "… Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim" (Tiago 3.10).
"Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. O juiz está à porta." Tiago 5.9.
Queixar-se de um irmão é o mesmo que expressar, geralmente em conversa reservada às escondidas da pessoa criticada, descontentamento, impaciência, desagrado ou murmuração para com ele.
No dicionário da língua portuguesa, o verbo queixar-se significa lastimar-se, manifestar descontentamento, mostrar-se ofendido, denunciar ofensa e fazer censura.
Lendo o mandamento, vemos que o texto fala em juízo para com aqueles que não o obedecem. O contexto mostra que, neste detalhe, Tiago apresenta todos os três mandamentos de modo igual: não vos julgueis, não faleis mal e não vos queixeis uns dos outros. Todos, segundo Tiago, são pecados que desagradam a Deus, especialmente quando ocorrem no meio do povo dele, a igreja. Mas, apesar de ser mencionado dentro do mesmo contexto, queixar-se não é o mesmo que julgar, nem falar mal. A palavra grega significa, basicamente, gemer, e o que a distingue dos outros mencionados é a especial ênfase sobre o aspecto da impaciência ou irritação e a maneira furtiva e secreta de se expressar contra o irmão.
"Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária." Atos 6.1.
Duas coisas podemos aprender:
1. Estava acontecendo uma negligência na distribuição de alimento que era feita entre os crentes da igreja apostólica;
2. Ao invés de tentar resolver o problema procurando as autoridades responsáveis pela distribuição do alimento, os helenistas decidiram se queixar, murmurar, provavelmente dizendo: É assim que dizem que são crentes? É assim que dizem que são como Jesus? Isso acontece muitas vezes no meio da igreja. Pessoas maduras sabem que os problemas existem e são para serem resolvidos, mas os imaturos fazem como os helenistas: queixam-se e murmuram, ao invés de apresentar soluções.
1. Como crentes, precisamos reconhecer que Deus utiliza as situações difíceis e penosas para desenvolver a fé, a paciência, a perseverança e uma esperança mais firme e cheia de frutos (Tiago 1.2,3).
2. Ao conversar com terceiros, o crente não deve acusar os irmãos de terem causado ou piorado a situação em que se encontra. Um crente não deve julgar os propósitos ou ações de seu irmão, mas sim, enfrentar e lidar com as dificuldades de maneira que glorifique a Deus, o Juiz verdadeiro, que é perfeitamente capaz de lidar com o peso da culpa (Tiago 1.19; 4.12).
3. Quando um crente sofre por qualquer motivo, mesmo causado por outro crente, ele deve orar, confiando no Senhor para agir a seu favor (Tiago 5.13; Filipenses 4.6,7).
4. Ainda que pense ter motivos para se queixar, o crente não deve gemer as suas mágoas aos outros (Provérbios 17.9).
5. Ele tem três opções bíblicas: (Colossenses 3.13; Romanos 15.14).
a. Suportar;
b. Perdoar;
c. Admoestar o irmão.
É triste reconhecer, mas é fato que a igreja ainda precisa colocar em prática este mandamento. A presença deste espírito de murmuração indica que esses crentes estão próximos de assumir a responsabilidade de juízes de seus irmãos. Não é possível que a igreja cresça como Reino e Povo de Deus, onde os membros estejam trabalhando uns contra os outros. Já tivemos exemplos tristes de pessoas deste tipo. Causaram muito sofrimento e, infelizmente, para o bem de todo o Corpo, tiveram que sair, porque não se encaixaram mais na igreja.
1. O que é queixar-se?
2. Como você agiria no lugar dos helenistas?
3. O que o crente deve fazer ao sentir-se injustiçado?
4. Que valor este mandamento tem para a vida pessoal?
Uma das mais impressionantes expressões de amor e unidade entre os primeiros membros da igreja em Jerusalém foi a decisão, por parte de muitos crentes, de venderem suas propriedades particulares para ajudarem no sustento de irmãos necessitados. Mas aconteceu uma tragédia quando Ananias e sua esposa Safira resolveram enganar a igreja. Os dois venderam uma propriedade, sem coação alguma por parte da igreja, e resolveram dizer que o preço da venda era tal, quando na verdade era outro. Pedro falou que eles haviam mentido contra o Espírito Santo, e Deus não tolera o engano e a mentira na igreja (Atos 5.1-9); assim, os dois caíram mortos aos seus pés.
"Não mintais uns aos outros, uma vez que já vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou." Colossenses 3.9, 10
Mentir ao irmão é contar a ele, como verdadeiro, aquilo que você sabe que é falso. Fazer uma distorção da verdade, apresentar uma falsa imagem de você mesmo ou de qualquer coisa com o propósito de enganar ou encobrir a verdade.
Mentir é tudo aquilo fora da verdade dos fatos. Por exemplo, às vezes omitimos detalhes que podem nos comprometer, acrescentamos coisas para nos orgulharmos ou damos um relatório parcial daquilo que realmente aconteceu.
Mentir é algo horrível! Um crente jamais deve usar desses artifícios. Essas eram as armas do tempo em que você não conhecia a Deus (João 8.44), mas agora você é uma nova criatura e não precisa mais usar essas ferramentas das trevas.
1. Falsas acusações contra o próximo (Mateus 5.11; Provérbios 6.19);
2. Mentirinhas ou meias-verdades (Atos 5.3,4);
3. Gabar-se de coisas que na verdade não fez (Provérbios 25.14);
4. Justificar o seu pecado ou o pecado do próximo (Provérbios 17.15; Provérbios 24.12);
5. Diminuir ou subestimar o caráter do próximo (Provérbios 17.15);
6. Brincadeiras que visem enganar ou trotes que prejudiquem o próximo (Provérbios 26.18,19);
7. Deixar de cumprir promessas feitas a Deus ou ao próximo (Eclesiastes 5.4-6; Tiago 5.12);
8. Exagerar nos comentários, nos detalhes, nas bênçãos, nos relatórios, nas tragédias, com o propósito de causar impressão.
1. A mentira ofende de modo especial a Deus.
a. Ele é, por natureza, totalmente autêntico e verdadeiro, a fonte de toda a verdade (João 3.33; Romanos 1.25).
b. O escritor da Carta aos Hebreus diz que Deus não pode mentir (Hebreus 6.18) e Salomão diz no Livro de Provérbios que Deus abomina a mentira (Provérbios 6.16,17; 12.22).
c. A Bíblia também afirma que Jesus é por natureza a verdade e age sempre segundo a mesma (João 8.32; 16.13; 17.17,19).
d. Logo, todos os que se chamam pelo nome de cristãos (semelhantes a Cristo), têm por obrigação refletir a natureza e o caráter de Deus.
e. O propósito para o qual Deus nos chamou é que nos tornemos semelhantes à imagem de seu Filho (Romanos 8.29).
2. "… deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo" (Efésios 4.25). Jesus esteve neste mundo como fiel testemunha (Apocalipse 1.5) e disse a seus apóstolos que eles seriam suas testemunhas (Atos 1.8).
3. Jesus espera de nós igual grau de veracidade que demonstrou. O embaixador tem que apresentar a mensagem do seu Rei. Por isso, todos que têm relação com Cristo têm o dever de serem fiéis e verdadeiros como Ele é. Nunca uma mentira pode ser encontrada nos lábios de um filho de Deus “…porque, qual ele é, somos nós também neste mundo”. (1 João 4. 17).
1. Um crente deve ser sincero e aberto em todos os seus relacionamentos.
2. Para que o Corpo de Cristo funcione, é necessário que entre os membros haja honestidade e fidelidade. Imagine se os olhos enganassem o corpo e mandassem a mão engatar a primeira e entrar com o carro em um cruzamento na hora em que vem um caminhão. Se você exige a verdade de seus olhos, nervos e de outros membros de seu corpo, quanto direito tem o Senhor Jesus de exigir dos membros da sua igreja, o seu Corpo, unicamente a verdade?
1. O que aconteceu com Ananias e Safira?
2. O que é mentir?
3. Quais são os tipos mais comuns de mentiras?
4. Por que o crente não deve mentir, jamais?
5. O que mais exalta o testemunho de um crente?
Há vários tipos de pessoas na igreja. Existem aqueles que têm talentos, capacidades, dons visíveis e facilmente notáveis. A grande tentação dessas pessoas é pensarem que, por terem essas capacidades, só elas podem, sabem e conseguem fazer as coisas na igreja. Por outro lado, existem muitos que possuem dons úteis, mas pouco aparentes. Você pode dizer: esses não têm problemas de orgulho como os primeiros. Engano! Eles têm sim, só que um tipo de orgulho disfarçado: a falsa humildade. A atitude de pensar “Eu não sirvo para nada” muitas vezes serve de combustível para a fogueira interna. Inveja de quem? Certamente dos irmãos talentosos e eloquentes.
"Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros." Gálatas 5.25, 26.
A inveja é um pecado silencioso, capaz de se esconder totalmente da maior parte dos observadores. Mas "o veneno não precisa fazer a vítima soltar gritos para ser mortífero", e a falsa humildade, cheia de inveja, é um veneno que o Senhor Jesus quer afastar totalmente da sua igreja.
Sentir inveja é desejar para si mesmo a posição, as habilidades, realizações ou bens dos outros, sentindo ao mesmo tempo tristeza ou ressentimento por serem os outros os possuidores dessas coisas.
Orgulho e inveja estão diretamente ligados! Paulo coloca no mesmo nível esses dois pecados no mandamento acima. Ele afirma que não é da natureza cristã a pessoa andar se vangloriando pelos méritos ou dons que tenha. Por outro lado, ele fala para aqueles que não têm muitos dons visíveis que não sintam tristeza quando alguém for honrado.
O que estava acontecendo dentro da igreja dos Gálatas era que alguns estavam ressentidos por outros possuírem mais autoridade, por serem mais reconhecidos ou porque exerciam maior influência dentro da igreja. Quantas vezes isso acontece no seio de nossa própria igreja local? Qual deveria ser a atitude correta dos membros ressentidos da igreja dos Gálatas?
1."Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido, porque ainda não podeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Portanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não sois carnais e não andais segundo os homens?" I Coríntios 3.2,3.
2."Se o pé disser: Por que não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser corpo. Se o ouvido disser: Por que não sou o olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo." I Coríntios 12.15, 16.
3."Se, pelo contrário, tendes em vosso coração, inveja, amargura e sentimento faccioso, nem vos glorieis disto, nem mintais contra a verdade, esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja, aí há confusão e toda a sorte de coisas ruins." Tiago 3.14, 15.
O Senhor Jesus é o Supremo Exemplo da vitória sobre a inveja e sobre o ciúme. Pois, embora fosse Deus, não exigiu, nem tão pouco se apegou a seus direitos como Deus, mas pôs de lado o seu imenso poder e sua glória, ocultando-se sob forma de servo e tornando-se como os homens. Segundo Schaeffer, Jesus demonstrou os dois elementos da verdadeira espiritualidade: fé ou confiança e gratidão.
1. Confiança (Mateus 4.4; João 4.34). No deserto, tentado pelo inimigo a se rebelar contra Deus e a maneira como supridas as suas necessidades, respondeu: "Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus". Tanta confiança Ele tinha no cuidado do Pai, que não sentiu inveja e anunciou que seus discípulos fariam obras maiores que Ele (João 14.12).
2. Gratidão (João 11.41,42). A gratidão de Jesus se baseava na sua plena confiança e se expressava mesmo antes que a resposta se tornasse visível. Ao lado do túmulo de Lázaro, Jesus disse: "Pai, graças te dou por me ouvires. Tu sempre me ouves, naturalmente, mas eu disse isto por causa destas pessoas que aqui se encontram, para que creiam que tu me enviastes".
1. Qual é a grande tentação dos crentes que têm muitos dons visíveis?
2. Qual é a maior tentação dos crentes que não possuem dons visíveis?
3. O que é a inveja?
4. Qual é o procedimento correto diante de Deus, quando você vê um irmão honrado?
Um dos pecados mais generalizados entre os cristãos é o falar mal uns dos outros. Muitas vezes falamos sem pensar no impacto negativo que terão aquelas palavras sobre a pessoa criticada. Outras vezes, o que fazemos é ridicularizar um irmão, fazendo gozação de alguma excentricidade ou erro dele. E até pode ser que passemos adiante a mais recente fofoca que outro nos contou. Mas temos de reconhecer que houve horas em que deliberadamente pusemos mãos à obra para machucar um irmão ou lhe destruir a reputação, devido à ira, ao ódio ou à inveja que sentimos dele. Essa conduta, considerada indigna até por descrentes, é profundamente reprovada para um cristão. Note o que diz a Palavra do Senhor:
"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei. Ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?" Tiago 4.11, 12.
Falar mal do irmão é dizer palavras a seu respeito que resultem em que ele seja desacreditado, desordenado, desprezado, ridicularizado ou menosprezado, quanto ao seu caráter ou ações.
Na passagem 3.1-12 de seu livro, Tiago trata do modo mais geral sobre o uso da língua e sobre a importância deste pequeno órgão, mas tão indomável membro do corpo humano.
Já no capítulo 4.11, Tiago traça um paralelo entre o falar mal do irmão e o julgá-lo. Conclui-se que tanto uma coisa quanto a outra constituem pecado e transgressão contra o princípio básico de que somente Deus é o Legislador que tem o direito de julgar o seu povo.
1. Se eu falar mal de alguém, isto demonstra que estou tomando por certa a minha superioridade a ele. É um indicador de que já desobedeci a outro mandamento, o de não julgar o irmão.
2. Quando falo mal do meu irmão ou da minha igreja, estou demonstrando uma atitude de desprezo para com Deus que nos criou à sua própria imagem e semelhança e o redimiu de acordo com um glorioso propósito (Tiago 3.9; Romanos 8.28,29).
3. Ainda que um irmão venha a cometer algum erro ou pecado contra você, sua responsabilidade não é falar em detrimento dele, é procurá-lo, instruí-lo, exortá-lo ou admoestá-lo para a correção e edificação, o que é bem diferente de difamá-lo pela maledicência (Mateus 18.15-17).
4. Você, crente, deve ter muito cuidado com a sua maneira de falar, especialmente com as coisas que você fala de outros membros do Corpo. Evite fazer comentários, evite brincadeiras, piadas, fazer censuras, críticas. Se algo estiver incorreto, procure a pessoa com o espírito de brandura, buscando a paz.
5. Ao falar de alguém, tenha por hábito citar suas virtudes, enaltecer seu caráter e qualidades, não comente nada que você acha que a pessoa fez de errado. Assim fazendo, você evitará muitas dores.
1. Positivo (Tiago 3.2). O homem que não tropeça em palavras é perfeito e capaz de refrear todo o corpo. A capacidade de controlar a língua, de evitar comentários e fofocas contra o irmão, é uma prova de maturidade espiritual. Por outro lado, a falta de controle na língua é um indício claro da ausência de maturidade cristã.
2. Negativo - "Escrevi alguma coisa à igreja, mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles..." (III João 9,10). Diótrefes não tratava bem os irmãos, gostava de ser líder e não tinha controle na sua língua. Por sua capacidade de colocar um irmão contra o outro, Deus estava julgando a sua vida. Quantos crentes há que, ao invés de falar das coisas do céu, fazem como Diótrefes, adoram difamar seus líderes, pastores e membros de sua própria igreja! O pior é que muitas vezes o fazem na presença de suas crianças, envenenando-as para o resto da vida.
Trata-se de um mandamento essencial à manutenção do amor e unidade. Quando um só membro é desprezado ou caluniado, o corpo inteiro sofre o impacto negativo, mas quando o crente evita a maledicência, todos podem confirmar-se mutuamente e se edificarem uns aos outros. Assim será possível expressarem, diante do mundo, o amor, a unidade ordenada pelo Senhor.
1. O que é falar mal?
2. Cite duas implicações de falar mal?
3. Que cuidados você deve ter ao falar do irmão?
4. Como um crente mostra maturidade?
Aquele crente que afirmou que, depois que aceitou Jesus, nunca mais teve problemas, está na verdade desobedecendo um mandamento que diz: "… Não mintais uns aos outros". Deus não é glorificado por um fingimento dessa natureza. O maior de todos os apóstolos, Paulo, fala muitas vezes dos seus diversos e profundos problemas. Ele mesmo declarou que houve uma ocasião em que até se desesperou. “Muitas são as aflições do justo …” (Salmos 34.19). Apesar da fé em Cristo não nos isentar dos problemas, ela nos capacita a encará-los com a certeza de que Deus fará todas as coisas cooperarem para o nosso bem. O outro aspecto da fé cristã é que estamos integrados em um grupo de pessoas que, devido ao seu amor por Cristo, nos ajudam a confiar em Deus e não nos preocuparmos, nos ajudando a levar as nossas cargas.
"Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo." Gálatas 6.2.
1. A palavra “cargas” pode representar pesos que uma pessoa não consegue suportar sozinha: sofrimento, problemas, fraquezas, necessidades, tentações ou momentos difíceis.
2. Levar a carga de alguém, significa ajudar, ouvir, orar, aconselhar, encorajar, fortalecer, animar, levar esperança e, quando possível, agir concretamente para aliviar seu sofrimento. “Assim cumprireis a Lei de Cristo” (Gálatas 6.2).
Ser crente significa amar as pessoas e amar significa ajudar a levar as suas cargas. O mundo ama, mas o seu amor é o da "batidinha nas costas", é o amor interesseiro e das músicas bonitas. Para Jesus, amar era o mesmo que ajudar a levar as cargas, era o mesmo que pagar um preço.
1. Ajuda aos crentes da Judéia. "Naqueles dias desceram alguns de Jerusalém para Antioquia e apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio. Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia; o que eles, com efeito, fizeram, enviando-o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo" (Atos 11.27-30).
2. Paulo ajuda Onésimo, o escravo fujão. Onésimo, o escravo fujão, encontrou na pessoa de Paulo alguém que levasse as suas cargas. "Sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas... Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. E se algum dano fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. Eu, Paulo, de próprio punho o escrevo: Eu pagarei..." (Filemom 1.10, 17-19).
3. Os tipos de cargas. Uma pessoa pode ter vários tipos de necessidades. Alguém pode chegar em seu Pequeno Grupo com necessidade social, precisando de atenção, ser bem recebida, ser ouvida, se sentir amada. Outra pessoa pode chegar com necessidade espiritual, ou seja, ela precisa de orientação na Palavra, oração e cuidados espirituais. Ou ainda uma pessoa pode estar precisando de uma pequena ajuda financeira, falta mantimento em sua casa, dinheiro para sua passagem ou para comprar um remédio. Ainda pode haver uma situação em que não se apresente uma necessidade, mas você está vendo a pessoa lavando a louça sozinha ou fazendo algo que você pode ajudar, isso também é levar as cargas.
1. Sentindo-se sobrecarregado, o crente deve comunicar este fato ao seu líder. Deus nunca quis que um filho seu tivesse que levar sozinho a sua carga. Por isso, Ele criou o Corpo, com diversos membros, para se ajudarem.
2. Uma vez sabendo que o irmão está com uma carga, o crente tem a obrigação de ajudá-lo a carregar a mesma. Lembre-se de que a Lei de Cristo, a Lei do amor, não permite que você diga "O problema é dele".
1. Diga ao irmão que você está solidário com ele e que deseja ajudá-lo. Mostre-se prestativo. Ore com ele. A sua ajuda é limitada, mas a capacidade de Deus é infinita.
2. Gaste tempo em contato com o irmão, toda vez que ele precisar de comunhão, consolação, ofereça auxílios práticos como alimentos, remédios, dinheiro etc.; ajude-o, mostre trechos da Bíblia para animá-lo e fortalecê-lo.
1. O que é levar as cargas?
2. Cite duas implicações de falar mal?
3. Qual é a lei de Cristo?
4. Cite maneiras de levar as cargas de alguém.
Em todo o Salmo 40, temos Davi falando das coisas que o Senhor fez por ele: "Muitas são, ó Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco. Os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; eu quisera anunciá-los e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar." v. 5
Podemos fazer nossas as palavras do salmista, quando olhamos para quem éramos e para o que Deus tem feito em nossas vidas. As transformações, as mudanças, são inúmeras. Neste estudo, iremos fazer um inventário espiritual de tudo o que éramos e daquilo que Deus tem feito em nós. Desejo que você medite e valorize o que Ele fez por você sem que merecesse.
1. Estávamos mortos (Efésios 2.1-5). O que significa isso? Deus falou para Adão que no dia em que comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele certamente morreria (Gênesis 2.17). Adão comeu e realmente morreu. Mas a sua morte foi uma morte espiritual, ele deixou de ter comunhão com a Fonte de Vida. Lendo o Livro de Gênesis, vemos que ele continua existindo como ser humano, mas vazio, sem propósito, porque sua existência deixou de ter sentido. Outro sentido da palavra morto é separação. Quando uma pessoa morre, acontece a separação entre o corpo e a alma. A morte espiritual é a separação de Deus.
2. Andando segundo o curso deste mundo (Efésios 2.2). A palavra mundo aqui não se refere ao mundo físico criado por Deus. Trata-se da estrutura criada pelo inimigo de Deus para prender a atenção dos homens.
3. Vivendo segundo o príncipe da potestade do ar (Efésios 2.2). Quem é esse príncipe? É o diabo. Foi ele quem criou essas estruturas que mantêm os homens ocupados, presos e sem tempo para lembrar do seu Criador. É o diabo quem controla essa imensa máquina com várias engrenagens e nós estávamos sob o seu governo. Não se espante em saber que quem não está em Cristo tem um demônio que o prende e cega a sua compreensão das coisas de Deus (II Coríntios 4.4).
4. Andando segundo os desejos da carne (Efésios 2.3). Essa é, na verdade, a maneira como na prática acontece a escravidão. O diabo não tem que aparecer para as pessoas, ele fala nos pensamentos. Ele fala, orienta e guia os seus escravos, por sugestões dadas à mente deles. Esses pensamentos despertam os desejos da carne. Os desejos carnais satisfeitos, produzem pecados que, por sua vez, geram a morte e a separação de Deus.
5. Éramos filhos da ira (Efésios 2. 3). Filhos da ira significa que a nossa vida não agradava a Deus. Na verdade, Ele tinha e tem desgosto pelo homem que vive no pecado, mas o que essa expressão mostra é que nós estávamos na posição de inimigos de Deus. O nosso fim era o inferno.
1. Ele nos amou (Efésios 2.4 e João 3.16). A nossa prisão era o pecado. A nossa sentença era a morte, o nosso carrasco era o diabo. Não havia saída para o homem. Creio que o único detalhe que o diabo não sabia era que havia uma coisa chamada amor no coração daquele que criou o homem. Por que Ele amou? Não temos resposta. O que Ele viu no homem? Não sabemos. O que sabemos é que o homem não merece e nem é digno deste amor. Por causa deste amor, a Bíblia foi escrita, Jesus morreu e ressuscitou, e podemos ter esperança no céu.
2. Ele nos vivificou (Efésios 2.1,6). A primeira coisa que Deus fez foi nos vivificar, nos trazer de volta à vida. Agora essa vida é eterna, nem a morte física pode nos tirar esta vida.
3. Somos salvos pela graça (Efésios 2.8). A palavra graça significa favor, cuidado e presentes imerecidos. O homem pecador merece o inferno, mas Ele nos deu o seu Filho Bendito, que nos trouxe a eterna salvação.
4. Somos feitura sua (Efésios 2.10). Ele não nos reformou ou colocou algumas peças novas, mas nos fez novas criaturas (II Coríntios 5.17), suas criaturas. Veja o que Ele fez por você, cuide para que Ele tenha prazer em sua vida e não desgosto.
1. Lendo o capítulo 2 de Efésios, que outras características do velho homem você encontra?
2. O que significa dizer que estamos mortos?
3. Como explicar a questão do amor de Deus?
4. Como você vê a responsabilidade de não decepcionar o amor de Deus?
No estudo anterior, aprendemos do grandioso investimento que Deus fez por você, amando, enviando seu Filho, salvando pela graça, etc. Neste estudo trataremos da nossa responsabilidade como crentes, que é a de não entristecermos o Espírito Santo. Aprenderemos que existem alguns cuidados que você deve tomar no sentido de cultivar uma vida santa e sempre irrepreensível. Se essas precauções forem tomadas, você terá uma vida cristã abundante, feliz e duradoura ao lado do Senhor Jesus.
"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção." Efésios 4.30.
É fazer coisas que lhe desagradam. É o mesmo que feri-lo ou desapontá-lo, ou ainda, não cuidar de obedecê-lo. Note como Ele insiste em que você deixe o velho homem e se renove no Espírito (Efésios 4.22,24).
O apóstolo Paulo cita várias coisas que o crente precisa fazer e outras que o crente precisa evitar. Aprenderemos um pouco sobre cada uma. Caso o Espírito toque o seu coração, não perca tempo em pedir perdão e ser curado.
1. Deixai a mentira (Efésios 4.25). Como vimos na Lição 07, precisamos observar esse mandamento. No original grego, a palavra pseudos significa qualquer tipo de falsidade falada ou vivida. A marca do homem de Deus é a verdade.
2. Irai-vos e não pequeis (Efésios 4.26). Apesar de termos que admitir que algumas vezes a ira é justa, a indignação pode ser útil, visto que impede algum abuso contra o próximo. O crente, contudo, não deve se deixar dominar pela ira. Note que Deus diz que não devemos permitir que o sol se ponha sobre a nossa ira. Você deve resolver o problema antes do final do dia, e não ficar adiando.
3. Não deis lugar ao diabo (Efésios 4.27). Quando alguém se deixa dominar pela ira, está na verdade, abrindo uma porta a um espírito iracundo. Cuidado com a ira contínua. Você estará dando oportunidade ao diabo para semear discórdia e confusão entre os irmãos. A ira descontrolada tira de você a razão e a lucidez, entristece o Espírito Santo.
4. Não furte mais (Efésios 4.28a). Um crente é uma pessoa cuja reputação deve ser acima de qualquer suspeita. Nós não precisamos de nada que é dos outros, pois temos um Senhor que supre as necessidades. Um filho de Deus não leva para casa o que não é seu, não é desonesto com o tempo no trabalho, não cola em provas, não corrompe e nem se deixa corromper, não tira proveito de alguém ...
5. Trabalhe (Efésios 4.28b). Um servo de Deus é uma pessoa que trabalha. Há um provérbio na igreja que diz que Deus não chama preguiçosos. Isso é verdade. O diabo tem enganado muitos crentes com preguiça. Não estudam, não limpam a casa, não ajudam os pais, não ajudam na igreja. Essas pessoas nunca prosperam e sempre estarão pedindo (Provérbios 6.6-11).
6. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe (Efésios 4.29-31). Palavra torpe é uma linguagem podre, imoral, conversas fiadas ou que ferem o próximo. Também se refere a piadas sujas, obscenas e palavrões. Hoje, até as crianças falam coisas horríveis, mas a boca do salvo só deve ser usada para promover a edificação e transmitir a graça.
7. Mas a prostituição… (Efésios 5.3). O termo usado aqui é porneia, palavra grega usada 26 vezes no Novo Testamento e 11 vezes nos escritos de Paulo, e significa toda a sorte de imoralidades sexuais antes e depois do casamento. Em 1 Coríntios 6.15-20, Paulo fala desse pecado, acrescentando que um crente não tem direito de usar mal o corpo que é o templo do Espírito Santo. O fato é que qualquer relação sexual ilícita é uma relação com o mundo espiritual, e passa aquele crente a ter um corpo com demônios. Se não houver um pedido de perdão, arrependimento e confissão, esse crente jamais se firmará.
8. Nenhum devasso tem herança no Reino de Deus (Efésios 5.5). O que é uma pessoa devassa? É o indivíduo imoral, que pratica a imoralidade sexual. Há alguns que são solteiros e nem têm interesse em se casar. Um indivíduo assim, mesmo que se diga crente, não tem o Espírito Santo, porque ter Jesus implica em liberdade de toda forma de pecado.
9. Não vos embriagueis com vinho (Efésios 5.18). Cuidado com bebidas alcoólicas, seja vinho, cerveja, champanhe. Às vezes, convidado a uma pequena festa, o crente pode esquecer da responsabilidade de testemunhar e começar a beber. Que testemunho você dá? Pense nisto.
1. Como podemos entristecer o Espírito Santo?
2. O que é dar lugar ao diabo?
3. O que fazer para não entristecer o Espírito Santo?
O diabo sabe que o melhor investimento que uma pessoa pode fazer é investir na obra de Deus. As ações da igreja de Jesus nunca se desvalorizam na bolsa de valores do céu. Quando a igreja tem recursos, ela constrói, investe em liderança, ajuda financeiramente novos obreiros, avança na direção de novos campos. O resultado final é o evangelho ser pregado e novas vidas serão alcançadas e salvas. Quem sai perdendo? O inferno, o diabo e o mundo. O diabo também sabe que existe uma grande promessa de bênçãos e prosperidade para o crente comprometido em ajudar na obra de Deus. Por isso, ele lança ao coração do crente um espírito de avareza e, de uma só vez, estanca o crescimento da obra e deixa o crente impossibilitado de viver uma vida de bênçãos e prosperidade.
"Dai e dar-se-vos-á. Boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão. Pois, com a mesma medida com que medirdes, vos medirão também." Lucas 6.38.
1. Jesus está falando de uma atitude de liberalidade, uma vida desprendida. Uma forma de viver livre de mesquinhez e de um coração solto e sempre disponível a abrir mão de suas coisas pela confiança no poder de Deus para suprir as suas necessidades.
2. Um crente não pode ser amarrado, mão fechada, mesquinho e que se limita a dar apenas o dízimo (quando dá) e a primícia, e acha que já fez tudo. Embora tenha falado sobre dízimo, por que Jesus nunca deu muita ênfase a esse assunto? Porque, para Jesus, o fato da pessoa dar o dízimo não diz muita coisa. Ela precisa ter uma atitude de desprendimento e liberalidade. Em outras palavras, uma pessoa pode dar o dízimo e continuar avarenta.
3. Jesus fala que a recompensa será: Explique.
a. Boa medida. __________________________________________
b. Recalcada. ____________________________________________
c. Sacudida. ______________________________________________
d. Transbordante. ______________________________________
e. Dada com generosidade. ___________________________
Todas essas palavras indicam fartura, abundância e prosperidade. Quando nos preocupamos com as coisas de Deus, Deus se preocupa com as nossas. Pelas palavras de Jesus, entendemos que a bênção é algo que ultrapassa a ideia de números e porcentagens. Na verdade, Deus vai prover os meios e maneiras para que essas palavras se cumpram sobre a pessoa que tem mãos abertas para as coisas de Deus.
1. Deus deu para Adão, acima de tudo, o que ele precisava (Gênesis 2). Deus criou os céus, as plantas, os animais, os rios, o oxigênio, criou o próprio homem e lhe plantou um jardim com toda sorte de árvores frutíferas. Adão morava em um lugar belíssimo que não lhe custara absolutamente nada. Deus lhe deu tudo, inclusive uma esposa.
2. Maria dá o que ela tinha de melhor (João 12.3). Movida pelo amor que tinha por Cristo, Maria não teve medo de ficar mais pobre ou de perder algo precioso, pois considerava Jesus mais precioso do que tudo nesta vida.
3. A oferta de Barnabé (Atos 4.36,37). São pessoas como Barnabé que nos ensinam na prática o que é ter um coração desprendido e livre de preocupação com as coisas desta vida. Barnabé tinha tanta confiança de que Deus supriria suas necessidades que não teve medo de ofertar todo o valor da venda de sua propriedade.
4. A igreja da Macedônia (II Coríntios 8.1-3). Era uma igreja humilde, mas rica em liberalidade. Dava suas ofertas com alegria e voluntariedade. Esse exemplo nos ensina que uma igreja não precisa ser rica para dar muito. A atitude deles demonstra confiança e desprendimento.
Pastor Harmon conta que, em uma de suas viagens pelo interior do Amazonas, chegou a uma vila onde morava um homem. Sua casa era muito, muito pobre, as paredes de tábuas velhas, o chão de terra, o telhado era de palha, mas aquele homem recebeu o missionário com tanta alegria que mandou-lhe preparar um pedaço de carne. O ambiente era cheio de calor humano e de harmonia. Na hora do almoço, a comida foi servida e o pastor comeu, percebendo que o homem não. O pastor se despediu e seguiu viagem.
Alguns meses depois, voltou à cidade para visitar aquele homem. Para sua surpresa, a casa era outra. Toda construída, com tábuas novas, pintada, assoalho de madeira, telhado não mais de palha e cerca na frente. O pastor perguntou ao homem: como tudo mudou em tão pouco tempo? Foi quando o homem falou que, depois daquele dia em que serviu o pedaço de carne e não comeu porque não havia mais nada em casa, as coisas começaram a acontecer. Portas se abriram e bênçãos foram derramadas de tal modo que ele construiu uma nova casa.
1. Oferecer carona a alguém que vai ou volta da igreja;
2. Pagar a passagem de ônibus para alguém que você sabe que está precisando;
3. Colocar a mão no bolso e ajudar um irmão desempregado;
4. Ajudar os irmãos se oferecendo como voluntário para pintar, limpar e fazer pequenos trabalhos;
5. Participar da arrecadação de mantimentos na igreja e não se limitar a dar sempre o mínimo quando poderia dar mais;
6. Participar de projetos missionários;
7. Presentear aqueles que são seus líderes e, ao fazer uma viagem, trazer lembranças para eles;
8. Convidar seu líder para almoçar ou jantar em sua casa.
1. Oferta não pode ser dada com tristeza - Receio de que vá fazer falta ou porque você é quase constrangido a dar alguma coisa. Na verdade, essa tristeza é um espírito de avareza que está trabalhando em seu coração. Tenha cuidado, repreenda-o e ore pedindo alegria e prazer em dar. Você não está perdendo nada, você está ganhando.
2. Dar para Deus apenas por causa da necessidade - A igreja precisa ser pintada, então você contribui para comprar tintas. Isso aparentemente é certo, mas esconde um espírito de avareza porque um dia, quando não houver uma necessidade, a pessoa também não dará mais. Paulo diz que devemos dar com alegria, ou seja, por prazer, por amor ao Senhor. Essa deve ser a nossa motivação mais profunda ao dar.
O QUE VOCÊ APRENDEU?
1. Por que o diabo trabalha colocando avareza no coração do crente?
2. O que Jesus queria dizer com "Dai e dar-se-vos-á"?
3. Cite duas motivações erradas que devemos evitar.
4. Cite outras maneiras de alguém ajudar na obra de Deus ou ao próximo.